Sudão do Sul: ONU estabelece uma nova Missão para ajudar o país

Às vésperas de se tornar um país independente, o Sudão do Sul ganhou o apoio da Missão da ONU na República do Sudão do Sul (UNMISS), estabelecida pelo Conselho de Segurança.

Às vésperas de se tornar um país independente, o Sudão do Sul ganhou o apoio de uma nova missão da ONU. Aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança nesta sexta-feira (08/07), a Missão da ONU na República do Sudão do Sul (UNMISS, na sigla em inglês) vai atuar por um período inicial de um ano, e será chefiada pelo recém-nomeado Representante Especial do Secretário-Geral, o norueguês Hilde Johnson.

Por meio da Resolução 1996, o Conselho de Segurança declarou que “o mandato da UNMISS deve ser o de consolidar a paz e a segurança, e de ajudar a estabelecer as condições para o desenvolvimento na República do Sudão do Sul, tendo em vista o fortalecimento da capacidade do Governo de governar efetiva e democraticamente, e de estabelecer boas relações com seus vizinhos”.

O órgão também autorizou a Missão a usar todos os meios necessários – dentro dos limites de sua capacidade e das áreas de atuação – para cumprir sua função de proteger os civis. O Conselho pediu ao Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, que transfira as funções apropriadas da já atuante Missão da ONU no Sudão (UNMIS) para a nova Missão, incluindo os funcionários e a logística adequados.

O Conselho pediu ao Governo e as partes relevantes que cooperem plenamente com a implementação, operação e com o monitoramento da UNMISS, principalmente garantindo proteção, segurança e liberdade de movimento irrestrita para seus funcionários em todo o Sudão do Sul. Também foi pedido que todas as partes envolvidas permitam o acesso das equipes de ajuda aos que necessitam de assistência humanitária, especialmente aos deslocados internos e refugiados.

Agências da ONU já começam a atuar no país

O Secretário-Geral da ONU chegou nesta sexta-feira (08) a Cartum, e de lá vai se dirigir à capital do Sudão do Sul, Juba, para participar das celebrações da independência. Falando a repórteres, Ban Ki-moon disse que “este é o momento para que todos os sudaneses, do norte e do sul, se unam para definir seu futuro comum”.

Enquanto isso, o Diretor Executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Anthony Lake, pediu mais recursos para ajudar as crianças do Sudão do Sul, que constituem 50% da população do novo país. Segundo Lake, centenas de milhares de crianças estão sendo privadas de seu direito à educação, a tratamentos de saúde e a outros serviços básicos.

Em relação ao desenvolvimento, o Chefe do Escritório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Sudão do Sul, George Okech, disse que o país é extremamente rico em recursos naturais, e que tem um enorme potencial para o crescimento sustentável através da agricultura.

A FAO administra atualmente um programa emergencial de reabilitação de 61 milhões de dólares no país, que já ajudou 150 mil deslocados internos e refugiados que retornaram à região, bem como as famílias vulneráveis que têm abrigado refugiados.

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