Quase 4 milhões de pessoas estão enfrentando níveis alarmantes de insegurança alimentar. Assista nesta reportagem da TV ONU.
Quase 4 milhões de pessoas estão enfrentando níveis alarmantes de insegurança alimentar. Assista nesta reportagem da TV ONU.

Foto: PMA/Ahnna Gudmunds
Três anos após a independência, o secretário-geral assistente da ONU para Operações de Paz, Edmond Mulet, declarou que o Sudão do Sul está à beira de uma crise catastrófica. A escala das operações de paz no país atingiu o seu ápice e constitui hoje a maior operação de ajuda humanitária em um único país.
“Hoje, nós estamos abrigando mais de 95 mil deslocados internos compreendendo 40 mil em Bentiu, 31 mil em Juba e 17 mil em Malakal. Com a presença prolongada dessas pessoas em instalações que não foram construídas para essa finalidade, as condições ficaram ainda mais desafiadoras”, afirmou Mulet.
De acordo com ele, quase 4 milhões de pessoas estão enfrentando níveis alarmantes de insegurança alimentar, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas por conta da violência e 434 mil fugiram cruzando as fronteiras, se tornando refugiadas.
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Solução militar é ‘inaceitável’, diz Conselho de Segurança
O Conselho de Segurança da ONU pediu nesta sexta-feira (8) ao presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e ao seu rival político, Riek Machar, para comprometer-se de forma plena e inclusiva nos diálogos de paz que ocorrem na Etiópia e que cumpram com o compromisso de estabelecer um governo de transição no país.
O Conselho sublinhou que as ações dos rivais de “continuar a defender uma solução militar do conflito é inaceitável”. Pediu ainda às partes para “finalizar todos os acordos apropriados imediatamente” para estabelecer uma unidade de autoridade nacional de transição, cujo prazo terminava no dia 10 de agosto, de forma a acabar com o derramamento de sangue que começou há oito meses no país.

O Conselho de Segurança da ONU alerta para a crescente insegurança alimentar no Sudão do Sul, que pode levar milhares de pessoas a sofrer de fome. Foto: UNMISS/John McIlwaine
O órgão também mencionou que está pronto para considerar, em consulta com os seus parceiros relevantes, incluindo a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e a União Africana, “todas as medidas apropriadas, incluindo sanções específicas, contra aqueles que empreendam ações para minar a paz, a estabilidade e a segurança do Sudão do Sul, incluindo aqueles que previnam a implementação desses acordos”, disse o comunicado do Conselho.
O Conselho também expressou grave alarme e preocupação com a deterioração da situação política e de segurança, bem como o desenvolvimento da catástrofe humanitária no Sudão do Sul, em especial a situação de insegurança alimentar que pode levar milhares a sofrer de fome.