Das 43 milhões de pessoas com AIDS no mundo, quase três quartos vivem no sul e no leste africano. Região avançou graças ao aumento dos serviços de prevenção e tratamento.

As regiões mais afetadas pela epidemia do HIV/AIDS, o leste e o sul da África, estão fazendo grandes avanços para aumentar o acesso aos serviços de prevenção e tratamento do vírus, disse ontem (19/01) uma funcionária da ONU. O foco desse progresso é a mudança de comportamento e a prevenção da transmissão das mães para crianças.
Sheila Tlou, Diretora da Equipe de Suporte Regional do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/AIDS (UNAIDS), ressalta que das 43 milhões de pessoas com AIDS no mundo, quase três quartos vivem no sul e no leste do continente.
“Nossos serviços de prevenção da transmissão de mães para crianças representam mais de 77% em termos do avanço dos serviços da região”, observa Tlou. “Agora temos que nos concentrar em garantir os avanços da circuncisão médica masculina voluntária, mudança de comportamento e todos aquelas [intervenções], para ter certeza que está ocorrendo a redução das infecções.”
A maioria das 15 milhões de pessoas infectadas pelo HIV eleitas para os tratamentos antirretrovirais também reside no leste e no sul da África. 4,2 milhões de pessoas já estão recebendo o tratamento, enquanto 3,4 milhões precisam ter acesso aos antirretrovirais.