Surge um novo país, o Sudão do Sul

As Nações Unidas saudaram, nesta segunda-feira (07/02), o resultado oficial do referendo no Sudão – em que a maioria dos eleitores optou pela secessão da região sul – e pediram às partes que entrem rapidamente em acordo sobre uma série de questões decorrentes da separação, como cidadania e delimitação de fronteiras, bem como a resolução da disputa pela região de Abey.

As Nações Unidas saudaram, nesta segunda-feira (07/02), o resultado oficial do referendo no Sudão – em que a maioria dos eleitores optou pela secessão da região sul – e pediram às partes que entrem rapidamente em acordo sobre uma série de questões decorrentes da separação, como cidadania e delimitação de fronteiras, bem como a resolução da disputa pela região de Abey.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que “a conduta pacífica e os resultados confiáveis do referendo são uma conquista para todos os sudaneses” e pediu à comunidade internacional que ajude a dar maior estabilidade e desenvolvimento ao Sudão. O então maior país da África terá um terço do seu território desmembrado até 9 de julho, o que deve originar o 193° Estado-Membro da ONU, o Sudão do Sul.

O Painel da ONU, nomeado pelo Secretário-Geral para acompanhar a votação de janeiro, liderado pelo ex-Presidente da Tanzânia, Benjamin Mkapa, lançou uma declaração afirmando que “o resultado reflete a vontade da população da região sul e que o processo, de modo geral, foi livre, justo e confiável”. O Painel também agradeceu à Comissão do Referendo do Sul do Sudão (SSRC), por superar diversos desafios para a administração da votação, à Missão das Nações Unidas no Sudão (UNMIS), à Divisão Eleitoral Integrada da ONU, aos consultores eleitorais internacionais, doadores e grupos de observadores por sua ajuda.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que forneceu apoio logístico e técnico ao referendo, também parabenizou o resultado. “O PNUD está ao lado do povo do Sudão à medida que segue na direção de uma próxima fase para construir um Estado forte, estável e responsável”, declarou a chefe do Programa, Helen Clark.