Surto de MERS na Coreia do Sul serve de alerta para o mundo, afirma OMS

Já foram registrados 162 casos de infecções no país até agora, com 19 mortes oficialmente notificadas; além disso, 6,5 mil pessoas estão sendo monitoradas.

Em Hong Kong, um agente de saúde examina um paciente. Foto: OMS/EPA/ALEX HOFFORD

Em Hong Kong, um agente de saúde examina um paciente. Foto: OMS/EPA/Alex Hofford

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira (17) que o surto da Síndrome Respiratória do Oriente Médio, ou MERS, se espalhou a partir do Oriente Médio para a Coreia do Sul não constitui uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”, mas não deixa de ser um alerta a todos os países para se prepararem para a disseminação imprevista de doenças infecciosas graves.

O Comitê de Emergência, convocada pela diretora geral da OMS sobre o surto na Coreia do Sul se posicionou contra qualquer restrição de viagem ou comercial e considera o rastreio nos pontos de entrada desnecessário neste momento. A OMS tinha recomendado “sensibilização sobre MERS e seus sintomas entre aqueles que viajam de e para áreas afetadas”, como “boa prática de saúde pública”.

Numa conferência de imprensa em Genebra, o diretor-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, que participou de uma missão para investigar o surto de MERS no país descreveu a situação atual como “o maior surto que ocorreu fora do Oriente Médio”, foram registrados 162 casos de infecções até agora, onde 19 mortes foram oficialmente notificadas. Além disso, mais de 6,5 mil pessoas estão sendo monitoradas, e 10 mil já foram monitoradas no total, o que representa números bastante elevados, segundo Fukuda.

Segundo a OMS, MERS é uma doença respiratória viral causada por um novo coronavírus (MERS-COV) que foi identificado pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012. Os sintomas típicos incluem febre, tosse e falta de ar. Pneumonia é comum, mas nem sempre presente. Os sintomas gastrointestinais, incluindo diarreia, também foram relatados. Globalmente, desde setembro de 2012, a OMS foi notificada de 1.321 casos confirmados por laboratório de infecção, incluindo pelo menos 466 mortes relacionadas.