Cerca de 288 mil crianças de 0 a 15 anos são alvo da campanha, de acordo com um comunicado conjunto da OMS e do ACNUR.

O acampamento de Dadaab, no Quênia, o maior complexo de refugiados do mundo. Foto: OIM/ACNUR/Brendan Bannon
Duas agências das Nações Unidas e parceiros estão realizando uma campanha de vacinação intensiva para conter um surto de poliomielite no maior campo de refugiados do mundo, o complexo de Dadaab, no nordeste do Quênia.
Cerca de 288 mil crianças de 0 a 15 anos são alvo da campanha, de acordo com um comunicado de imprensa conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Alto Comissariado da ONu para os Refugiados (ACNUR).
Após a descoberta do primeiro caso, no dia 17 de maio, os testes laboratoriais confirmaram que mais quatro pessoas haviam contraído poliomielite, uma doença altamente infecciosa causada por um vírus que invade o sistema nervoso e pode causar paralisia total em questão de horas.
A primeira etapa de vacinação será concluída nesta sexta-feira (31), afirmaram as agências. A próxima etapa, que começa em uma semana, terá como alvo toda a população de refugiados em Dadaab — cerca de 424 mil pessoas. A campanha terá quatro etapas no total.
O Ministério queniano da Saúde também está realizando uma campanha de vacinação entre a população da comunidade de acolhimento na Província do Nordeste, em colaboração com a OMS.
O surto de poliomielite em Dadaab surgiu após um surto semelhante na Somália, onde um caso foi relatado na capital do país, Mogadíscio. O governo somali expressou preocupação com a situação no centro-sul da Somália, onde as atividades de imunização não ocorreram nos últimos três anos por causa da insegurança.
Atualmente, em apenas três países — Nigéria, Afeganistão e Paquistão — a poliomielite é considerada endêmica.