Taxa de desemprego pode cair para 6% no final de 2014 na América Latina e no Caribe, diz ONU

Apesar do desenvolvimento econômico desfavorável na região, países como o Brasil – que alcançou uma taxa de 4,9% – ultrapassaram essa expectativa já no primeiro semestre de 2014.

Foto: OIT

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De acordo com o relatório anual “Panorama Laboral 2014 da América Latina e Caribe”, produzido em conjunto pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) da ONU e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o desenvolvimento econômico desfavorável na América Latina e no Caribe neste segundo semestre não será um empecilho para que a taxa média de desemprego regional diminua ligeiramente de 6,2% – registrada em 2013 – para até 6,0% no final de 2014.

Um dos fatores responsáveis por esta melhora nos indicadores se deve a formalização dos postos de trabalho. Segundo o documento, divulgado nesta quarta-feira (15), no momento a taxa média de desemprego da região continua a mesma do final de 2013 – 6,2% –, porém abaixo da taxa de 6,6% registrada no primeiro semestre de 2013. Já no Brasil, a taxa média de desemprego continua registrando queda, de 5,7%, no primeiro semestre de 2013, para 4,9%, no primeiro semestre de 2014.

No entanto, o relatório mostra que a taxa de participação laboral regional caiu, em relação ao primeiro semestre de 2013 – de 60,3% para 59,3% -, bem como a taxa de ocupação de 56,5% para 55,7%. Sobre estes resultados, as agências da ONU afirmaram que são consequências do enfraquecimento na criação de empregos assalariados e também reforçaram que não há previsão para que os países da região invistam até o final de 2014 na criação de empregos.

Acompanhando o ritmo da região, o Brasil também registrou queda na taxa de participação laboral de 57,1% para 56% e na taxa de ocupação de 54% para 53,2%, em relação ao primeiro semestre de 2013 e 2014.

Apesar do impasse atual em alguns países, o equilíbrio no mercado de trabalho na América Latina e o Caribe nos últimos anos é positivo. Entre 2009 e 2013, o número de empregos com carteira assinada cresceu 12,7%, enquanto o emprego informal aumentou 2,6%. Este aumento da formalidade beneficiou, principalmente, os trabalhadores com níveis intermediários de escolaridade e as mulheres.