Arquivo da tag: Infância & Adolescência

Confira neste espaço todas as informações sobre o tema.

Assistente social e psicóloga interagem com crianças na Ucrânia. Foto: UNICEF/Pavel Zmey

UNICEF: pandemia joga 150 milhões de crianças na pobreza multidimensional

Cerca de 1,2 bilhão de crianças do mundo estão vivendo em pobreza multidimensional, na qual faltam serviços básicos como água, educação e saúde. Este número representa um aumento de 15% desde o início da pandemia, que jogou mais 150 milhões de crianças na pobreza.

A conclusão é de um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com a organização britânica Save the Children.

O UNICEF afirma que é preciso agir agora. Para a chefe da agência, Henrietta Fore, os governos têm que priorizar as crianças mais marginalizadas e suas famílias, expandindo rapidamente sistemas de proteção social, incluindo transferência de dinheiro, benefícios para a criança, oportunidades de ensino a distância, serviços de saúde e merenda escolar.

Foto: Agência Brasil/Arquivo

Espaços de escuta e educação sexual previnem ciberbullying e exposição na Internet

A associação civil SaferNet Brasil — que atua no enfrentamento aos crimes e violações aos direitos humanos na Internet — atendeu 669 casos envolvendo vazamento de imagens íntimas em 2018. Desses casos, 65,8% das vítimas eram mulheres. Em 2020, o número de casos de denúncias de exposição de imagens íntimas teve um acréscimo de 154,90%. 

O tema foi discutido em evento online realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) juntamente com o projeto “Multiplicando Saúde: promoção de saúde de adolescentes na perspectiva da educação popular”, PET Saúde, Instituto Federal do Rio de Janeiro. 

Lavar as maõs de forma correta ajuda a proteger todos contra o cororavírus. Foto: Fernandez/UNICEF

Em 1 ano, parceria entre UNICEF e Grupo Profarma arrecada R$1 mi para crianças e famílias

O mês de setembro marca o primeiro aniversário da parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Grupo Profarma, por meio do Instituto Profarma de Responsabilidade Social (IPRS), com o financiamento de ações que têm gerado impacto na vida de crianças, adolescentes e famílias em condições de vulnerabilidade.

No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas receberam produtos essenciais de higiene e limpeza, e mais de 45 mil cestas básicas foram distribuídas a famílias vulneráveis. Somado a isso, o UNICEF levou informações confiáveis a mais de 154 milhões de pessoas, reforçando orientações para a promoção da saúde e da higiene.

Alunos de uma escola primária em Phnom Penh, Camboja, no segundo dia após a reabertura da escola. Alunos, professores e administradores escolares usam máscaras e mantêm o distanciamento físico. Foto: UNICEF/Seyha Lychheang

OMS: mais pesquisas são necessárias para analisar efeitos da COVID-19 em crianças

Mais pesquisas são necessárias para determinar os fatores que aumentam o risco de COVID-19 grave entre crianças e adolescentes, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), acrescentando que, embora as crianças possam ter sido amplamente poupadas de muitos dos efeitos mais graves, elas sofreram de outras maneiras.

Juntando-se aos chefes de Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em uma entrevista coletiva na terça-feira (15), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que desde o início entender os efeitos da COVID-19 nas crianças tem sido uma prioridade.

Show online do Criança Esperança 2020 acontece dia 28 de setembro

Projeto da TV Globo em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Criança Esperança foi reconhecido pela ONU como modelo de investimento em projetos sociais e de mobilização em favor dos direitos das crianças e adolescentes.

Em razão dos efeitos produzidos pela pandemia, a dinâmica da arrecadação de doações será diferente neste ano. Os recursos para investimento em projetos sociais virão de doações corporativas, de empresas solidárias, comprometidas com o propósito da campanha. O show online acontece no dia 28 de setembro, com atrações produzidas remotamente.

A pandemia de COVID-19 fez com que visitadores e famílias participantes do Programa Criança Feliz precisassem se adaptar para não deixar nenhuma criança para trás. Foto: Acervo Pessoal

Uma nova forma de fortalecer o desenvolvimento infantil durante a pandemia

A rotina já era estabelecida. Em diversos municípios do Brasil, todos os dias, de manhã bem cedo, visitadores e visitadoras do Programa Criança Feliz partiam para começar as visitas domiciliares nas casas das famílias que acompanham.

Quando a pandemia de COVID-19 chegou, desafios surgiram. Sem poder ir até as famílias, visitadores e visitadoras criaram novas formas de manter contato e de seguir trabalhando pelo desenvolvimento integral das crianças. Leia o relato do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em 16 de junho de 2020, Zuka, de 3 meses, recebe suas vacinas na clínica temporária instalada pelo UNICEF como alternativa improvisada para o centro de saúde que está sendo reabilitado no leste rural de Alepo, na Síria. Foto: UNICEF

COVID-19 pode reverter décadas de progresso na eliminação de mortes infantis evitáveis

Pesquisas de Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a pandemia de COVID-19 resultou em grandes interrupções nos serviços de saúde que ameaçam desfazer décadas de progresso conquistado com dificuldade.

Países estão enfrentando interrupções nos serviços de saúde infantil e materna, como exames de saúde, vacinações e cuidados pré-natais e pós-natais, devido a restrições de recursos e um mal-estar geral com o uso de serviços de saúde devido ao medo de pegar COVID-19.

Na Escola Primária Vahdat em Isfahan, no Irã, a mistura de alunos refugiados e nacionais gera entusiamo entre as crianças. Foto: ACNUR/Mohammad Hossein Dehghanian

Metade das crianças refugiadas do mundo está fora da escola, diz relatório do ACNUR

Se a comunidade internacional não tomar medidas imediatas e ousadas para combater os efeitos catastróficos da COVID-19 na educação de pessoas refugiadas, o potencial de milhões de jovens refugiados que vivem em algumas das comunidades mais vulneráveis ​​do mundo ficará ainda mais ameaçado. O alerta foi feito em relatório divulgado nesta quinta-feira (3) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Embora a COVID-19 tenha afetado a educação de crianças em todos os países, o documento revela que crianças refugiadas têm sido particularmente desfavorecidas.

Alunos usam laptops fornecidos pelo UNICEF em uma escola secundária em Sanaa, Iêmen. Foto: UNICEF/Hani Alansi

ONU: Mundo deve aproveitar conhecimento dos jovens para alcançar objetivos globais

Sem aproveitar a energia, o conhecimento tecnológico e o otimismo dos jovens, o mundo não tem chances de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ou o Acordo de Paris para o clima, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (1).

Dirigindo-se a líderes de governos, empresas e agências multilaterais durante um evento de alto nível sobre a Generation Unlimited — uma parceria global para ajudar crianças e jovens de 10 a 24 anos a ter acesso a educação, treinamento e oportunidades de trabalho — o chefe da ONU disse que a COVID-19 expôs as persistentes desigualdades.

ACNUR lança relatório sobre impacto da COVID-19 na educação de crianças refugiadas

Na próxima quinta-feira (3), às 10h, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançará relatório sobre educação, intitulado “Unindo forças pela educação de pessoas refugiadas” no webinário “Educação de pessoas refugiadas no Brasil e no mundo”. O evento é virtual e gratuito, voltado a jornalistas, professores e profissionais que atuam ou têm interesse pela área de educação.

Meninas lavam as mãos em Roraima. Foto: UNICEF/Yareidy Rivas

Crianças e jovens brasileiros são vítimas invisíveis das desigualdades no acesso a saneamento

Um novo estudo de Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Banco Mundial e Instituto Internacional de Águas de Estocolmo (SIWI) mostra que crianças e adolescentes estão entre as vítimas invisíveis da falta de investimentos em saneamento no país. Para os estudantes de escolas públicas, a situação é mais alarmante, já que as instituições privadas contam com mais do dobro da cobertura desses serviços.

E, no Norte do país, as disparidades são ainda maiores. Apenas 19% das escolas públicas do Amazonas têm acesso ao abastecimento de água, ao passo que a média nacional é de 68%. Em relação ao esgotamento sanitário, a situação é crítica: no Acre, por exemplo, apenas 9% das escolas públicas têm acesso à rede pública de esgoto; em Rondônia, 6%; no Amapá, só 5%.

Em abril de 2020, um menino assiste a aulas pela rádio, na aldeia de Morovine, no norte da Costa do Marfim. Foto: UNICEF

COVID-19: Ao menos um terço das crianças em idade escolar não consegue acessar ensino a distância

Pelo menos um terço das crianças em idade escolar — 463 milhões em todo o mundo — não conseguiu acessar o ensino remoto quando a COVID-19 fechou suas escolas, de acordo com um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgado nesta quinta-feira (27), enquanto países em todo o mundo discutem seus planos para o retorno às salas de aulas.

Mesmo quando as crianças têm a tecnologia e as ferramentas em casa, elas podem não ser capazes de aprender remotamente por meio dessas plataformas devido a outros fatores em casa, incluindo pressão para fazer tarefas domésticas, obrigação de trabalhar, um ambiente ruim para aprendizagem e falta de apoio para seguir o currículo online ou sua transmissão.

Brasileiros que vivem em domicílios com crianças e adolescentes foram os mais impactados pela redução da renda, pela insegurança alimentar e pela fome. Foto: UNICEF/Elias Costa

Famílias com crianças e adolescentes são mais afetadas pela pandemia no Brasil, diz pesquisa do UNICEF

Brasileiros que vivem em domicílios com crianças e adolescentes foram os mais afetados pela redução da renda, pela insegurança alimentar e pela fome, segundo pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Pesquisa mostra, também, que maioria das crianças e dos adolescentes continuou tendo acesso à educação.

“Embora crianças e adolescentes não sejam os mais afetados diretamente pela COVID-19, a pesquisa deixa claro que eles são as grandes vítimas ocultas da pandemia”, afirma Paola Babos, representante adjunta do UNICEF no Brasil.

Foto: Agência Brasil/Marcelo Casal Jr.

ONU manifesta solidariedade à menina violentada no ES; pede apuração e devido processo legal

O Sistema das Nações Unidas no Brasil manifestou nesta terça-feira (18) solidariedade à menina de 10 anos sistematicamente violentada sexualmente — supostamente por um familiar — no Espírito Santo, e disse apoiar as iniciativas das autoridades nacionais para apurar e processar, de acordo com o devido processo legal, este crime.

Nesse sentido, a ONU Brasil relembra a importância da proteção integral da jovem vítima, da preservação de sua integridade física, mental e moral, bem como de sua privacidade.

Plan International Brasil e UNICEF iniciam parceria para empoderamento de meninas em São Paulo

A Plan International Brasil e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram uma iniciativa para contribuir com o empoderamento de meninas na cidade de São Paulo (SP).

Denominada Minhas Escolhas, a ação reunirá 80 meninas de 15 a 19 anos, moradoras de bairros periféricos da capital paulista, para aprimorar conhecimentos sobre seus direitos, discutir sobre gravidez na adolescência e prevenção da violência online.

A ideia é que essas adolescentes sejam líderes multiplicadoras que disseminem os conhecimentos adquiridos para pelo menos 800 adolescentes, entre meninas e meninos. A fase de inscrições para a iniciativa está aberta até 20 de agosto.

Ano após ano, o objetivo ambicioso de eliminar novas infecções por HIV entre as crianças no mundo todo está sendo esquecido. Foto: UNAIDS

UNAIDS: resposta ao HIV ainda está falhando em relação às crianças

Ano após ano, o objetivo ambicioso de eliminar novas infecções por HIV entre as crianças no mundo todo está sendo esquecido e elas estão morrendo desnecessariamente por doenças relacionadas à AIDS — mortes que poderiam ser evitadas com tratamentos simples e de baixo custo se as crianças fossem diagnosticadas e tratadas a tempo. Leia o relato do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Relatório avalia resultados de Cooperação Sul-Sul em prol dos direitos de crianças e adolescentes

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) lançaram na sexta-feira (24) documento com Avaliação do Programa de Cooperação Sul-Sul Trilateral (CSST).

O programa foi estabelecido para fomentar a cooperação entre Brasil e outros países em desenvolvimento na promoção da equidade para crianças, adolescentes e mulheres. O documento abrange o período de 2013-2018 e servirá como diretriz para planejamento de atividades futuras.

60% das crianças em todo o mundo não estão recebendo educação, um nível nunca visto desde os anos 1980. Foto: PNUD Uruguai

UNICEF: é urgente buscar cada criança e adolescente que não conseguiu se manter aprendendo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lança nesta sexta-feira (24), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Busca Ativa Escolar em Crises e Emergência.

Trata-se de um guia para apoiar estados e municípios brasileiros na garantia do direito à educação de crianças e adolescentes em situações de calamidade pública e emergências, como a pandemia da COVID-19.

UNICEF: 40 milhões de crianças estão sem acesso a cuidados na primeira infância no mundo

Pelo menos 40 milhões de crianças em todo o mundo estão sem acesso a cuidados essenciais na primeira infância, de acordo com documento publicado na quarta-feira (22) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Isso inclui acesso presencial a creches, centros de assistência social e outros serviços, que estão fechados devido à COVID-19.

A análise mostra que o distanciamento social deixou muitos pais e mães com dificuldades para equilibrar os cuidados infantis e o emprego remunerado, com um ônus desproporcional para as mulheres que, em média, se ocupam três vezes mais com os cuidados e os trabalhos domésticos.

Webnário lembra importância do acesso à informação para garantir saúde de adolescentes na pandemia

Realizado por meio de parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a segunda edição do webinário “Tá no Rumo: Traçando Caminhos” discutiu na semana passada (9) com adolescentes e profissionais de saúde e educação o tema “Namoro na pandemia”.

Na ocasião, os participantes reforçaram a importância do acesso de adolescentes à informação sobre COVID-19 e saúde sexual e reprodutiva, assim como das medidas de distanciamento social e dos cuidados de prevenção.

A enviada especial do secretário-geral da ONU para a juventude, Jayathma Wickramanayake, durante evento em Bagdá, no Iraque. Foto: UNAMI/Ivan Djordjevic

ONU reúne jovens em seminário online para debater saúde mental durante a pandemia

A enviada do secretário-geral das Nações Unidas para a Juventude, Jayathma Wickramanayake, apresenta na quarta-feira (15), às 10h, a 9ª sessão da série de seminários online #CopingWithCOVID (lidando com a COVID-19).

Durante esta sessão – focada na saúde mental dos jovens durante a pandemia – a enviada será acompanhada pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Também participam a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a Rainha Mathilde da Bélgica, além de oito jovens do mundo todo.

O artista e músico jamaicano Ziggy Marley promete seu apoio ao 'Say Yes for Children' enquanto visitava a sede da ONU, em julho de 2001. Foto: UNICEF/Nicole Toutounji

Clássico ‘One Love’ de Bob Marley é relançado para ajudar crianças afetadas pela crise

A icônica canção “One Love” de Bob Marley será relançada com a autorização da família do músico para apoiar crianças cujas vidas foram alteradas pela COVID-19, informou a ONU na semana passada (9).

A iniciativa de arrecadação de fundos surge no momento em que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) avisa que mais 6 mil crianças podem morrer todos os dias por causas evitáveis ​​nos próximos seis meses.

Quase todas elas vivem em países em desenvolvimento, onde a pandemia do novo coronavírus colocou pressão adicional em sistemas de saúde e serviços básicos já frágeis.

Nascida e criada no Parque Colúmbia, zona norte do Rio de Janeiro, Ana Acioly, 20 anos, participa do projeto Geração que Move. Foto: UNICEF

Jovens de favelas e periferias de Rio e SP buscam soluções para desafios criados pela pandemia

Uma parceria entre Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundação Abertis e empresa de concessão rodoviária Arteris está incentivando jovens da zona norte do Rio de Janeiro (RJ) e dos bairros de Grajaú e Jardim Ângela, em São Paulo (SP), a debater soluções para os desafios criados pela COVID-19.

Neste ano, o projeto começa com debates online com 30 jovens, sendo dez de São Paulo e 20 do Rio de Janeiro, que vão atuar como produtores de conteúdo de suas comunidades, a fim de retratar suas realidades e mobilizar mais jovens e adolescentes.

Profissional de saúde coleta amostras para teste de COVID-19 no Hospital Estadual Mimar Sinan, em Istambul, Turquia. Foto: PNUD Turquia/Levent Kulu

Relatório da ONU sobre progresso dos ODS aponta que COVID-19 está comprometendo avanços sociais

De acordo com o Relatório 2020 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o mundo está progredindo – mesmo que de forma irregular e insuficiente – em áreas como melhora da saúde materna e infantil, expansão do acesso à eletricidade e aumento da representação das mulheres nos governos.

Mesmo assim, esses avanços foram contrabalanceados pelo aumento da insegurança alimentar, da deterioração do meio ambiente natural e das persistentes e generalizadas desigualdades. Leia o relato do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Crianças se alimentam no Equador. Foto: Banco Mundial / Jamie Martin

ONU: diante da crise, ações para atingir objetivos globais são mais urgentes do que nunca

Os dramáticos impactos da pandemia de COVID-19 expuseram “fraquezas em nossos sistemas e sociedades”, disse a principal autoridade do fórum internacional da ONU sobre desenvolvimento sustentável, iniciado na terça-feira (7), alertando que “é necessária uma nova dinâmica” para superar os choques negativos.

“A pandemia de COVID-19, embora principalmente uma crise de saúde, também rapidamente se tornou a pior crise econômica e humana em décadas”, disse Mona Juul, presidente do Conselho Econômico e Social (ECOSOC), na reunião inaugural do Fórum Político de Alto Nível sobre desenvolvimento sustentável, que será realizado até 16 de julho.

Diante da atual crise, “progressos significativos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) não poderiam ser mais urgentes”, disse Juul, pedindo que a reunião seja “um trampolim para maior solidariedade e cooperação”.

Em 18 minutos de história, a atriz Carol Castro interpreta várias personagens, entre elas Ário e Sara – uma criatura fantástica e uma menina que viajam juntos pelo mundo em busca de respostas sobre a COVID-19. Foto: Reprodução

Em parceria com OPAS, atriz brasileira Carol Castro ajuda crianças a lidar com pandemia

Explicar às crianças o que é a pandemia de COVID-19 e quais suas consequências pode ser uma dura tarefa para mães, pais, cuidadores(as) e professores(as). Para apoiá-los nesta missão, a atriz brasileira Carol Castro interpreta direto de sua casa a história “Meu herói é você”, que busca transmitir informações sobre a doença e ajudar crianças a lidar com este momento difícil.

O videobook é resultado de uma parceria entre a Rede Internacional de Saúde Mental e Apoio Psicossocial em Emergência Humanitárias (MHPSS.net) e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil.

Uma das consequências do casamento infantil é a gravidez, e consequentemente o parto, precoce. Foto: EBC

UNFPA: 1 em cada 4 meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil; reverter tal situação é urgente

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança nesta terça-feira (30) relatório global sobre a Situação da População Mundial, que chama atenção para a desigualdade de gênero e as práticas nocivas contra mulheres e meninas, como a mutilação genital feminina, a preferência por filhos do sexo masculino e o casamento infantil.

Segundo o relatório, um em cada quatro meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil, um índice de 26%. A média mundial é de 20% (uma em cada cinco). A agência da ONU afirma que ação urgente é necessária, aqui e agora, para combater esta e outras violências contra mulheres e meninas.

Foto: UNICEF/Raoni Libório

UNICEF e parceiros apoiam mais de 1,7 milhão de pessoas em 10 capitais brasileiras na pandemia

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 19 empresas parceiras, celebridades, organizações da sociedade civil e governos locais se uniram para apoiar mais de 1,7 milhão de pessoas vulneráveis em dez capitais brasileiras.

As ações ocorrem por meio da distribuição de produtos de higiene, limpeza e outros itens essenciais, acompanhados de informação de prevenção para as famílias.

Meninas na vila de Danja, no Níger, durante campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas. Foto: UNFPA/Ollivier Girard

‘Não há desculpa. E deve haver tolerância zero’, diz vice da ONU sobre violência de gênero

Em meio ao aumento da violência contra mulheres e meninas em todo o mundo – incluindo o estupro –, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, enviou uma forte mensagem nessa segunda-feira (22) alertando para o frequente hábito de culpar as vítimas da violência de gênero.

Na mensagem em vídeo, Amina pediu que os homens e meninos se tornem aliados no enfrentamento desse tipo de violência.

Embora quase todos os países (88%) possuam leis importantes para proteger as crianças da violência, menos da metade dos países (47%) afirmou que essas legislações estavam sendo consistentemente aplicadas. Foto: UNICEF/Watad

Países estão falhando em prevenir violência contra crianças, alertam agências da ONU

Metade das crianças do mundo – ou aproximadamente 1 bilhão – é afetada por violência física, sexual ou psicológica a cada ano, sofrendo lesões, incapacidade e morte em razão do não cumprimento por parte dos países das estratégias estabelecidas para protegê-las.

A informação está em novo relatório publicado na quarta-feira (17) por Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a violência contra as crianças e End Violence Partnership.

Visita de atendimento do programa Criança Feliz - Foto: Mauro Vieira/Ministério da Cidadania

Agências da ONU fortalecem capacidade de visitadores familiares em meio à pandemia

Para apoiar o Programa Criança Feliz no contexto da pandemia, agências do Sistema ONU estão desenvolvendo uma série de conteúdos para fortalecer o trabalho dos visitadores familiares do programa.

Toda semana, esses profissionais recebem vídeos, podcasts e conteúdos informativos com foco em temas como saúde emocional familiar e os cuidados parentais; ansiedade infantil; entre outros.

O Criança Feliz, que teve início em 2016, é uma política pública com foco no desenvolvimento adequado na primeira infância e articula um trabalho entre os setores de saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos. Leia o relato do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Criança e avó no interior do Rio Grande do Norte. Foto: Mariana Ceratti/Banco Mundial

Políticas universais de transferência de renda são essenciais para combate à pobreza infantil

Benefícios universais para a criança, como pagamentos em dinheiro sem condicionantes, são essenciais no combate à pobreza infantil, mas só estão disponíveis em um de cada dez países, de acordo com um novo relatório publicado nesta quarta-feira (17) por Instituto de Desenvolvimento Ultramarino (ODI) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A universalização de benefícios reduz os riscos geralmente associados a formas mais restritivas de seleção de beneficiários, nos quais algumas famílias que precisam ficam sem apoio financeiro, inclusive devido a erros de exclusão. Tais políticas são ainda mais importantes em um contexto de crise provocada pela COVID-19.

Arte: Claudius Ceccon

UNICEF e parceiros lançam cartilha sobre vacinação durante a pandemia

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram na semana passada (13) a cartilha digital “Pandemia da COVID-19: o que muda na rotina das imunizações”.

O material é parte da campanha “Vacinação em dia, mesmo na pandemia”, que tem como objetivo conscientizar especialistas e o público em geral sobre a importância de não deixar de se vacinar. A iniciativa inclui ações uma variedade de ações e conteúdos digitais.

Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Trabalho infantil na pandemia pode impedir retorno de crianças à escola

A pandemia de COVID-19 traz, como efeito secundário, o risco de aumento do trabalho infantil no Brasil. Com as escolas fechadas para prevenir a transmissão do vírus e a pobreza se acentuando, o trabalho pode parecer, equivocadamente, uma forma de meninas e meninos ajudarem suas famílias.

Mas ele impacta o desenvolvimento físico e emocional das crianças e pode impedir a continuidade da educação, reproduzindo ciclos de pobreza nas famílias – além de ser porta de entrada para uma série de outras violações de direitos, como a violência sexual. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Criança carrega embalagens de plástico em La Paz, Bolívia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Crise pode lançar até 326 mil crianças ao trabalho infantil na América Latina e Caribe

O impacto devastador da COVID-19, que acarreta redução de renda e altos níveis de insegurança econômica, pode provocar aumento significativo no número de crianças e adolescentes em trabalho infantil nos países latino-americanos e caribenhos.

O alerta foi feito na quinta-feira (11) por análise da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que consideram imperativo adotar medidas para evitar esse cenário.

Evento online vai debater as relações entre o trabalho infantil e o racismo estrutural no Brasil. Foto: EBC

Webinário abordará trabalho infantil e racismo no contexto da pandemia de COVID-19

Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros realizam na sexta-feira (12), Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, o webinário “COVID-19: Agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”.

A transmissão ocorre partir das 17h, no canal oficial do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no Youtube.

O evento integra a campanha nacional contra o trabalho infantil, e vai debater as relações entre o trabalho infantil e o racismo estrutural no Brasil, além de aspectos históricos, os mitos e os impactos da pandemia na exploração infantil.

Em São Paulo e Rio de Janeiro, adolescentes e jovens das periferias discutem desafios, impactos e discriminações em relação aos seus direitos à cidade, especialmente em tempos de pandemia. Foto: pixabay/Alexandra Koch

Projeto ajuda adolescentes a elaborar soluções para ampliar seu acesso à cidade

O Geração que Move visa promover a mobilidade segura e igualitária de crianças e adolescentes de áreas vulneráveis em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ). O objetivo é fomentar o acesso seguro a serviços de educação, saúde, proteção, cultura, esporte, lazer, por meio de estratégias sustentáveis, projetadas e lideradas por adolescentes.

A iniciativa é uma parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com a Arteris e Fundação Abertis, e implementação pela Viração (SP) e Agência Redes para Juventude (RJ).

Nova música de Emicida integra campanha de combate ao trabalho infantil no Brasil

O cantor e rapper Emicida lançou nesta semana uma música para alertar para a exploração do trabalho infantil no Brasil e para a possibilidade de esse crime aumentar diante dos impactos da pandemia de COVID-19.

“Sementes” tem a participação da cantora Drik Barbosa e faz parte de campanha nacional contra o trabalho infantil realizada por Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com Organização Internacional do Trabalho (OIT).