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O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods1 e notícias sobre o tema abaixo.

Moradores da favela da Babilônia, no Rio de Janeiro. Foto: ONU/Evan Schneider

ARTIGO: Lidando com a desigualdade pandêmica – um novo contrato social para uma nova era

Em artigo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que a pandemia de COVID-19 é uma tragédia humana. Mas esta também criou uma oportunidade geracional para construir um mundo mais igual e sustentável, com base em duas ideias centrais: um Novo Contrato Social e um Novo Acordo Global.

“Precisamos de uma tributação justa sobre a renda e a riqueza, e uma nova geração de políticas de proteção social, com redes de segurança incluindo a cobertura universal de saúde e a possibilidade de uma renda básica universal estendida a todos”, disse Guterres.

“Para tornar possível o novo contrato social, precisamos de um novo acordo global para garantir que poder, riqueza e oportunidades sejam compartilhados de maneira mais ampla e justa no nível internacional.”

Totens ilustram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na sede da ONU em Nova Iorque – Foto: Manuel Elias/UM Photo

COVID-19 destaca necessidade de multilateralismo renovado e inclusivo, diz chefe da ONU

Com a pandemia da COVID-19 colocando em risco os ganhos de desenvolvimento, expondo vulnerabilidades e desigualdades dentro e entre nações, o secretário-geral da ONU está exortando os governos a reexaminar como trabalham juntos para resolver os desafios globais.

Guterres falava na sexta-feira (17), durante o segmento de alto nível da sessão do Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC), para analisar o progresso no sentido de alcançar o desenvolvimento sustentável para todos até 2030.

Paraguai adota modelo de combate ao trabalho infantil desenvolvido por OIT e CEPAL

O Paraguai é o mais novo país da América Latina a adotar o Modelo de Identificação de Riscos de Trabalho Infantil (MIRTI) para combater esse crime e orientar a formulação políticas públicas.

O modelo foi desenvolvido por Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) entre 2017 e 2019, com apoio do Programa de Cooperação Sul-Sul entre o Brasil e a OIT.

Posteriormente, foi implementado de maneira piloto em Brasil, Argentina, Colômbia, Guatemala, Jamaica, México e Peru.

Pandemia põe em risco progresso alcançado pelos países contra múltiplas dimensões da pobreza

Novos números divulgados na quinta-feira (16) mostram que antes da pandemia da COVID-19 houve progresso no enfrentamento da pobreza multidimensional, de acordo com o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) global, uma medida que vai além da renda e inclui acesso a serviços como saneamento e educação.

Os dados, divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford (OPHI, na sigla em inglês), mostram que 65 dos 75 países estudados reduziram seus níveis de pobreza multidimensional entre 2000 e 2019. O PNUD alerta, no entanto, que com a pandemia esses avanços estão em risco.

A Ambev também doou 700 mil garrafas de água para hospitais e comunidades mais pobres no Brasil durante a pandemia. Foto: Ambev

Ambev recebe prêmio da ONU por ações de solidariedade durante a pandemia

A fabricante brasileira de bebidas Ambev foi indicada e selecionada para o Prêmio Solidariedade, uma edição especial do Prêmio de Ação da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), por seu trabalho em apoiar a comunidade na resposta à crise de COVID-19.

Em parceria com a Prefeitura de São Paulo, a siderúrgica brasileira Gerdau e o Hospital Albert Einstein, a Ambev ampliou em 100 o número de leitos o Hospital do M’boi Mirim, em São Paulo (SP), para o tratamento de pacientes com COVID-19.

Por meio do projeto Juntos à Distância, a fabricante de bebidas também utilizou o etanol de suas cervejarias para produzir 1,2 milhão de unidades de álcool gel, que foram distribuídas em hospitais públicos nas áreas mais afetadas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF).

Banco Mundial lança estudo sobre políticas públicas em resposta à pandemia e à crise econômica

Novo estudo do Grupo Banco Mundial traz análises que visam contribuir para o diálogo contínuo sobre políticas públicas em resposta à pandemia de COVID-19 e à crise econômica e ajudar os formuladores de políticas públicas a elaborar medidas para o futuro.

O documento considera dados e políticas adotadas ou anunciadas até o dia 25 de junho de 2020 e avalia os impactos para a população mais pobre e vulnerável, pequenas e médias empresas, governos subnacionais, setor de infraestrutura, setor financeiro, aprendizagem e educação entre outros.

Além disso, busca identificar possíveis medidas que possam tratar as vulnerabilidades remanescentes no combate à pandemia.

Entrega de ajuda humanitária a uma mulher em meio à pandemia de COVID-19 em Dhaka, Bangladesh. Foto: ONU Mulheres/Fahad Kaizer

‘Vire a maré’ de um mundo em turbulência, pede chefe da ONU em fórum de desenvolvimento

“Soluções concretas, arrojadas e implementáveis” são necessárias para virar a maré dos muitos desafios que o mundo enfrenta, incluindo a pandemia de COVID-19, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (14), durante fórum das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável.

Apontando para mais de 12 milhões de infecções, 550 mil mortes, centenas de milhões de empregos perdidos e o maior declínio na renda per capita desde 1870, o principal funcionário da ONU lamentou que “cerca de 265 milhões de pessoas estejam sob risco de insegurança alimentar aguda até o final do ano – o dobro do número anterior à crise”.

Passageiros usam máscaras na estação Pinheiros, em São Paulo (SP). Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

CEPAL prevê retrocesso de 10 anos nos níveis de renda por habitante na América Latina e Caribe

A atividade econômica global está recuando mais mais do que o previsto há alguns meses, como consequência da pandemia de COVID-19. Com isso, aumentam os impactos externos negativos na América Latina e no Caribe por meio do comércio, dos termos de troca, do turismo e das remessas.

Nesse cenário, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) prevê uma queda de 9,1% para o Produto Interno Bruto (PIB) regional este ano. Para o Brasil, a projeção é de um recuo de 9,2%.

O documento lembra que a queda na atividade econômica é de tal magnitude que fará com que, até o fim do ano, o nível do PIB per capita da América Latina e Caribe seja similar ao observado em 2010. Ou seja, haverá um retrocesso de 10 anos nos níveis de renda por habitante.

UNICEF e Unilever firmam parceria para levar itens essenciais ao Norte e Nordeste do país

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) firmou parceria com a fabricante de bens de consumo Unilever para viabilizar a entrega de 400 toneladas de produtos de higiene e limpeza, que beneficiarão mais de 470 mil pessoas em situação de vulnerabilidade nas cidades de Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Recife (PE), Salvador (BA) e São Luís (MA). 

Ter acesso a itens críticos de higiene e limpeza é um direito de cada criança, adolescente e família diante da pandemia da COVID-19. Por isso, desde o início, o UNICEF tem atuado como ponte para levar doações e informações seguras àqueles que mais precisam.

Pandemia gera novos desafios para resposta da Agenda 2030 e da Década Internacional de Afrodescendentes às mulheres negras e à eliminação das desigualdades de gênero e raça no Brasil. Foto: ONU Mulheres/Mayara Varalho

Mulheres negras inovam em estratégias de apoio comunitário na resposta à COVID-19

A pandemia tem levado organizações e coletivos liderados por mulheres negras, país afora, a inovar nas estratégias políticas de enfrentamento do racismo e de apoio comunitário à população negra na resposta à COVID-19.

A mobilização envolve redes de costura solidária, agricultura familiar, trabalhadoras domésticas, marisqueiras, catadoras e mães de jovens negros assassinados. Leia reportagem da ONU Mulheres.

Escassez, obra de Ivan Ciro Palomino

UNIC Rio lança exposição virtual sobre objetivos globais

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), em colaboração com a UIA2021RIO EXPO, feira do Congresso Mundial de Arquitetos, inaugura no dia 20 de julho, às 16h, através do perfil do instagram @uia2021rioexpo, a versão virtual da exposição “Consciência”.

A mostra, com obras do artista plástico peruano Ivan Ciro Palomino, promove uma reflexão sobre os desafios globais da atualidade e fará parte de uma plataforma virtual desenvolvida pelo Congresso Mundial de Arquitetos, que seria realizado este ano, mas foi adiado em função da pandemia da COVID-19.

A exposição “Consciência” será uma das primeiras mostras do ambiente virtual Exposição 360⁰,  um espaço que receberá obras de artistas renomados em um ambiente gráfico onde os participantes poderão interagir como se estivessem em um jogo eletrônico. 

PNUD lança segunda fase da resposta integrada à COVID-19

A segunda fase da resposta integrada do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) à crise causada pela COVID-19 é projetada para ajudar os tomadores de decisão a olhar “Além da recuperação: Em direção a 2030”.

Ao abranger o papel de liderança técnica do PNUD dentro da resposta socioeconômica da ONU à pandemia, a nova etapa tem foco em quatro áreas principais: governança, proteção social, economia verde e disrupção digital.

Brasileiros que vivem em domicílios com crianças e adolescentes foram os mais impactados pela redução da renda, pela insegurança alimentar e pela fome. Foto: UNICEF/Elias Costa

UNICEF: é preciso fortalecer ECA e priorizar investimentos em meio à pandemia

No aniversário de 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e diante da pandemia de COVID-19, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reforça a importância de salvaguardar os avanços alcançados pelo país graças a esse marco regulatório.

Para a agência da ONU, é necessário investir fortemente para evitar retrocessos, reduzir desigualdades e garantir que cada criança e cada adolescente no Brasil – em especial meninas e meninos negros e indígenas e em situação de vulnerabilidade, como migrantes – tenham todos os seus direitos efetivados.

Profissionais de saúde em Madagascar testam cidadãos para a COVID-19. Foto: Banco Mundial/Henitsoa Rafalia

Enquanto COVID-19 tira vidas no mundo todo, ONU sugere caminho para evitar novas pandemias

Um novo estudo científico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (ILRI) concluiu que, se os países não tomarem medidas drásticas para conter a disseminação de zoonoses, pandemias como a da COVID-19 serão mais comuns.

À medida que a população mundial se aproxima de 8 bilhões de pessoas, o desenvolvimento desenfreado coloca cada vez mais os seres humanos em contato com animais selvagens, o que facilita a disseminação dessas doenças entre as espécies.

“Conforme exploramos áreas mais marginais, criamos mais oportunidades de transmissão”, explicou o professor de doenças infecciosas em animais da Universidade de Liverpool e co-autor pelo ILRI, Eric Fèvre. “A nossa pegada está aumentando no mundo e, com ela, o risco de grandes epidemias e, eventualmente, de outra pandemia como a da COVID-19, é cada vez maior.”

Foto: EBC

América Latina e Caribe tornam-se epicentro da pandemia; ONU sugere ações

A América Latina e o Caribe tornaram-se o epicentro da pandemia de COVID-19, com vários países da região registrando agora as maiores taxas de infecção per capita e o maior número absoluto de casos no mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que lançou nesta quinta-feira (9) um relatório sobre os impactos da COVID-19 na região.

Segundo o documento, espera-se uma contração de 9,1% no Produto Interno Bruto (PIB), que será a maior em um século. Os impactos sociais da pandemia serão sentidos de maneira aguda, com fortes aumentos do desemprego, da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Acesse aqui o relatório na íntegra e a mensagem em vídeo do secretário-geral.

Profissional de saúde coleta amostras para teste de COVID-19 no Hospital Estadual Mimar Sinan, em Istambul, Turquia. Foto: PNUD Turquia/Levent Kulu

Relatório da ONU sobre progresso dos ODS aponta que COVID-19 está comprometendo avanços sociais

De acordo com o Relatório 2020 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o mundo está progredindo – mesmo que de forma irregular e insuficiente – em áreas como melhora da saúde materna e infantil, expansão do acesso à eletricidade e aumento da representação das mulheres nos governos.

Mesmo assim, esses avanços foram contrabalanceados pelo aumento da insegurança alimentar, da deterioração do meio ambiente natural e das persistentes e generalizadas desigualdades. Leia o relato do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

ONGs recebem doação de alimentos e ajudam populações vulneráveis no Norte e Nordeste do Brasil

As ONGs Cáritas e Fundação Amazônia Sustentável (FAS) receberam doações de alimentos da iniciativa privada para ajudar populações em situação de vulnerabilidade durante a pandemia da COVID-19. As entregas aconteceram na primeira semana de julho e fazem parte de ações de arrecadação apoiadas pelo Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP).

O WFP tem atuado na coordenação de iniciativas de organizações do terceiro setor e entidades privadas para aumentar o alcance das campanhas de doação e beneficiar mais famílias afetadas pela pandemia.

FAO propõe nova estrutura para que organização se torne mais ágil e eficiente

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, apresentou na terça-feira (7) ao Conselho da organização um segundo pacote de medidas para a reforma da FAO, que segue as já aprovadas pelo Conselho em dezembro de 2019. Em linhas gerais, este pacote pretende tornar a FAO mais ágil, eficiente e responsável.

O diretor-geral também explicou os desafios atuais e futuros que a segurança alimentar e a agricultura enfrentam e compartilhou a sua visão sobre como pretende respondê-los, incluindo os esforços de enfrentamento da pandemia da COVID-19.

A crise econômica decorrente da pandemia tem levado à suspensão total ou parcial das atividades produtivas. Foto: ONU

Cúpula global da OIT discute impactos da pandemia no mundo do trabalho

Mais de 50 chefes de Estado e de governo, além de líderes empresariais e sindicais de todo o mundo, participam até quinta-feira (9) de um debate global online sobre a COVID-19 e o mundo do trabalho.

A cúpula é a maior reunião online de trabalhadores, empregadores e governos realizada até o momento. Os participantes abordarão os efeitos econômicos e sociais da pandemia, que revelou a grande vulnerabilidade de milhões de trabalhadores, trabalhadoras e empresas.

Crianças se alimentam no Equador. Foto: Banco Mundial / Jamie Martin

ONU: diante da crise, ações para atingir objetivos globais são mais urgentes do que nunca

Os dramáticos impactos da pandemia de COVID-19 expuseram “fraquezas em nossos sistemas e sociedades”, disse a principal autoridade do fórum internacional da ONU sobre desenvolvimento sustentável, iniciado na terça-feira (7), alertando que “é necessária uma nova dinâmica” para superar os choques negativos.

“A pandemia de COVID-19, embora principalmente uma crise de saúde, também rapidamente se tornou a pior crise econômica e humana em décadas”, disse Mona Juul, presidente do Conselho Econômico e Social (ECOSOC), na reunião inaugural do Fórum Político de Alto Nível sobre desenvolvimento sustentável, que será realizado até 16 de julho.

Diante da atual crise, “progressos significativos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) não poderiam ser mais urgentes”, disse Juul, pedindo que a reunião seja “um trampolim para maior solidariedade e cooperação”.

Homem compra produtos frescos num Mercado no Quênia. Foto: Sambrian Mbaabu/Banco Mundial

Chefe da ONU defende ação conjunta para saída fortalecida da crise de COVID-19

Enquanto o maior fórum das Nações Unidas se prepara para avaliar o progresso rumo a um futuro mais justo para as pessoas e o planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que cada um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável tem sido impactado pela pandemia da COVID-19.

O Fórum Político de Alto Nível, que começa formalmente nesta terça-feira (7), é um encontro anual de levantamento dos progressos mundiais em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Neste ano, representantes seniores de governos se encontram virtualmente, através de programas de vídeo conferência, para discutir e debater meios de enfrentar alguns dos maiores desafios do mundo: pobreza, mudança climática, paz e segurança e igualdade de gênero.

COVID-19 deve custar ao menos US$1,2 trilhão ao turismo global, prevê UNCTAD

O setor de turismo pode perder pelo menos 1,2 trilhão de dólares, ou 1,5% do PIB global, após ter ficado parado por quase quatro meses devido à pandemia do novo coronavírus, informou a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em relatório publicado na quarta-feira (1).

A UNCTAD alertou que a perda pode chegar a 2,2 trilhões de dólares, ou 2,8% do PIB global, em um cenário de freio no turismo internacional por um total de oito meses.

No cenário mais pessimista, com a persistência da suspensão das viagens e estadias por 12 meses, o órgão da ONU estima que o prejuízo aumentaria para 3,3 trilhões de dólares, ou 4,2% do PIB global.

Impactos socioeconômicos da COVID-19 são mais intensos entre população mais pobre no Brasil

Em regiões com elevadas desigualdades, como é o caso da América Latina, no médio e longo prazo, os impactos da COVID-19 podem explicitar e aumentar as iniquidades já existentes, seja na renda, no acesso a serviços ou na concretização de direitos básicos.

Estas análises foram apresentadas durante a décima edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”, promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), ocorrido nessa quarta-feira (1).

O encontro virtual contou com a participação de especialistas que debateram os impactos socioeconômicos da COVID-19.

A crise econômica decorrente da pandemia tem levado à suspensão total ou parcial das atividades produtivas. Foto: ONU

CEPAL: um terço do emprego formal e um quarto do PIB da América Latina serão afetados pela pandemia

Mais de um terço do emprego formal e um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe são gerados em setores fortemente afetados pela crise econômica decorrente da pandemia de COVID-19.

A informação consta em novo estudo divulgado nesta quinta-feira (2) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Os setores mais afetados são o comércio atacadista e varejista; as atividades comunitárias sociais e pessoais; hotéis e restaurantes; atividades imobiliárias, empresariais e de aluguel, e as manufatureiras.

Mercado no Chile, durante a pandemia de COVID-19. Foto: FAO/Max Valencia

Evento online discute impactos socioeconômicos da COVID-19 na América Latina

A Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realizam nesta quarta (1º) a décima edição da série “População e Desenvolvimento em Debate”.

A discussão abordará os impactos socioeconômicos da COVID-19. Em regiões com elevadas desigualdades, como é o caso da América Latina, no médio e longo prazo os impactos podem explicitar e aumentar as iniquidades já existentes, seja na renda, no acesso a serviços ou na concretização de direitos básicos.

Assista à transmissão do webinário no canal do UNFPA Brasil no Youtube às 15h.

A análise mais recente da OIT mostra que o impacto da pandemia sobre o mundo do trabalho foi mais severo do que anteriormente estimado. Foto: Arisson Marinho/AGECOM

OIT: impacto da pandemia no mercado de trabalho global foi mais intenso do que o previsto

O número de horas de trabalho perdidas em todo o mundo no primeiro semestre de 2020 foi significativamente maior do que o estimado inicialmente, afirmou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta terça-feira (30).

Globalmente, houve uma queda de 14% nas horas de trabalho no segundo trimestre de 2020, o equivalente à perda de 400 milhões de empregos em período integral (considerando-se uma jornada semanal de trabalho de 48 horas).

Trata-se de uma queda acentuada comparada à estimativa anterior de baixa de 10,7% (305 milhões de empregos), publicada em 27 de maio.

OIT debaterá ‘Um futuro possível com trabalho decente e inclusão’ pós-pandemia

O escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil convida para o evento virtual “Um futuro possível: trabalho decente e inclusão”, que ocorre nesta terça-feira (30), às 19h, com transmissão pelo canal da ILO TV no YouTube.

Nas rodas de conversas virtuais, serão reunidos representantes de governo, organizações de trabalhadores e de empregadores, pessoas beneficiadas pelos projetos da OIT e personalidades do mundo da cultura.

O objetivo é trocar ideias propositivas e positivas sobre os caminhos possíveis para a saída da crise e uma reconstrução socioeconômica pós-pandemia, que incluam igualdade de condições e de tratamento, justiça social e trabalho decente para todas, todes e todos.

CEPAL: crise provocada pela pandemia é chance de dar grande impulso à sustentabilidade

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus é uma oportunidade para avançar em direção a um grande impulso para a sustentabilidade, que permita um novo modelo de desenvolvimento baseado na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A afirmação foi feita na segunda-feira (29) pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, durante seminário virtual organizado conjuntamente com o Senado brasileiro.

Uma das consequências do casamento infantil é a gravidez, e consequentemente o parto, precoce. Foto: EBC

UNFPA: 1 em cada 4 meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil; reverter tal situação é urgente

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança nesta terça-feira (30) relatório global sobre a Situação da População Mundial, que chama atenção para a desigualdade de gênero e as práticas nocivas contra mulheres e meninas, como a mutilação genital feminina, a preferência por filhos do sexo masculino e o casamento infantil.

Segundo o relatório, um em cada quatro meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil, um índice de 26%. A média mundial é de 20% (uma em cada cinco). A agência da ONU afirma que ação urgente é necessária, aqui e agora, para combater esta e outras violências contra mulheres e meninas.

Voluntários da ONU Zâmbia em Lusaka compartilham informações sobre o novo coronavírus como parte dos esforços de sensibilização da comunidade. Foto: PNUD Zâmbia

ONU lista ações realizadas para combater COVID-19; estabelece roteiro para saída da pandemia

Em meio à crise causada pela pandemia de COVID-19, a ONU se mobilizou para salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências econômicas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a jornalistas na quinta-feira (25), falando no lançamento virtual de seu relatório de resposta da Organização à crise.

O relatório não apenas descreve as ações tomadas desde que a pandemia foi declarada, disse ele, como também oferece um roteiro para reconstruir melhor por meio de solidariedade e unidade global.

UNICEF apoia lançamento de guia sobre educação em tempos de pandemia

A União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) entrega hoje (26) o guia “Educação em tempos de pandemia: direitos, normatização e controle social”, produzido pela entidade com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para mais de 4,3 mil conselhos.

O documento reúne orientações para que conselheiros municipais ajudem a garantir o direito à educação de crianças e adolescentes, jovens e adultos, durante o período da pandemia de COVID-19.

Cerca de 47,9 milhões de crianças e adolescentes brasileiros estão sem aulas presenciais, segundo dados do Ministério da Educação, e boa parte dos sistemas municipais de ensino suspenderam as atividades nas escolas desde o mês de março.

São Paulo já soma mais de 1,7 mil mortos por COVID-19. Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

COVID-19: recuperação será mais lenta após ‘crise como nenhuma outra’, prevê FMI

A recuperação econômica da pandemia de COVID-19 é projetada para ser mais gradual do que o previsto anteriormente, de acordo com relatório publicado na quarta-feira (24) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O organismo internacional estima uma queda de 4,9% para a economia global este ano, frente à projeção de baixa de 3% feita em abril, indicando que a recessão será mais profunda e a recuperação, mais lenta. Para o Brasil, a previsão é de um tombo de 9,1%.

Comércio exterior teve forte declínio com a COVID-19. Foto Tom Fisk/Pexels

CEPAL e Senado realizam webinar sobre propostas globais para recuperação sustentável

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (CEPAL) e o senador Jaques Wagner, presidente da Subcomissão do Grande Impulso para a Sustentabilidade do Senado Federal, realizam na segunda-feira (29) o webinar “Propostas Globais para uma Recuperação Sustentável”.

O objetivo é apresentar propostas para uma recuperação econômica sustentável da crise provocada pela pandemia de COVID-19, que está atingindo fortemente o Brasil e muitos países do mundo.

Relatório mundial aponta aumento do consumo de drogas e impactos da COVID-19 neste mercado

Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgado nesta quinta-feira (25) analisou o impacto da COVID-19 nos mercados de drogas e, embora seus efeitos ainda não sejam totalmente conhecidos, o fechamento de fronteiras e outras restrições relacionadas à pandemia já causaram escassez de drogas nas ruas, levando ao aumento de preços e à redução da pureza.

O documento mostrou ainda que cerca de 269 milhões de pessoas usaram drogas no mundo em 2018 – aumento de 30% em comparação com 2009. Mais de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos associados ao uso de drogas.

Foto: UNICEF/Raoni Libório

UNICEF e parceiros apoiam mais de 1,7 milhão de pessoas em 10 capitais brasileiras na pandemia

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 19 empresas parceiras, celebridades, organizações da sociedade civil e governos locais se uniram para apoiar mais de 1,7 milhão de pessoas vulneráveis em dez capitais brasileiras.

As ações ocorrem por meio da distribuição de produtos de higiene, limpeza e outros itens essenciais, acompanhados de informação de prevenção para as famílias.

UNICEF e parceiros distribuem kits de higiene a 900 famílias vulneráveis de São Paulo

Foram feitas na quarta-feira (24) doações de kits de higiene pessoal e limpeza – bem como a distribuição de folhetos e cartazes informativos sobre prevenção do novo coronavírus e proteção de crianças, adolescentes e suas famílias – a pessoas que vivem em cortiços, ocupações ou estão em situação de rua em São Paulo (SP).

O projeto é fruto de uma parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) para atender 900 famílias com crianças e adolescentes no centro da capital paulista, totalizando 2,7 mil crianças e adolescentes. A ação será realizada em parceria técnica com a Rede Ibab Solidária.

Projeto visa ao desenvolvimento sustentável das grotas de Maceió. Foto: ONU-Habitat

ONU-Habitat apoia debate online com lideranças comunitárias de Maceió (AL)

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) apoiou o debate online “Ouvindo as comunidades em tempos de pandemia: ocupações, grotas e bairros populares em Maceió”, realizado no início de junho (8) pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), com apoio do Instituto Ideal.

O evento discutiu como ocupações, grotas e bairros populares de Maceió estão vivendo a crise da COVID-19 e como a arquitetura e o urbanismo podem contribuir para a solução dos problemas durante e depois da pandemia.

A escala e a velocidade dos fechamentos de escolas e universidades representa um desafio sem precedentes para o setor da educação. Foto: UNESCO

UNESCO: 40% dos países mais pobres não apoiam estudantes em situação de vulnerabilidade na pandemia

Menos de 10% dos países têm leis que ajudam a garantir a inclusão plena na educação, de acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2020, lançado nesta terça-feira (23) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O relatório identificou um aumento da exclusão durante a pandemia da COVID-19, e estimou que cerca de 40% dos países de renda baixa e média-baixa não apoiaram os estudantes desfavorecidos durante o fechamento temporário das escolas.

Renata Fernandes é moradora da comunidade Jundiaí Figueiras, no município de Orobó (PE). Foto: ANATER

Projeto de fomento produtivo melhora renda de agricultores familiares do Semiárido

Plantar. Colher. Sobreviver. Lutar. Sonhar. Esses verbos sempre fizeram parte da vida de Renata Fernandes, moradora da comunidade Jundiaí Figueiras, no município de Orobó (PE).

Ela é uma das agricultoras familiares beneficiadas pelo Projeto Dom Helder Câmara, ação financiada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas em apoio ao desenvolvimento rural sustentável na região do Semiárido.

Foto: EBC

ONU: informais perderam 60% dos rendimentos no 1º mês da pandemia

As Nações Unidas lançaram nessa sexta-feira (19) um documento de políticas públicas que aponta uma perda de 60% dos rendimentos por parte dos trabalhadores e trabalhadoras informais – aqueles que, em geral, não possuem direitos trabalhistas ou proteção social. O dado se refere apenas ao primeiro mês da crise econômica decorrente da pandemia de COVID-19.

O relatório também aponta que centenas de milhões de empregos foram perdidos, destacando medidas a serem adotadas para mitigar os efeitos da crise.

“A pandemia virou ao avesso o mundo do trabalho. Todos os trabalhadores, todos os negócios e todos os cantos do mundo foram afetados”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma mensagem em vídeo para o lançamento do documento.

Confira aqui o vídeo e o documento.