Arquivo da tag: Redução das desigualdades

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 10 diz: “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 10 diz: “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods10 e notícias sobre o tema abaixo.

Família de venezuelanos beneficiados por programa realizado pela Cáritas com apoio da OIM. Foto: OIM

Programa apoiado pela ONU beneficia mais de 300 venezuelanos em 5 cidades

Desde o início da pandemia de COVID-19, quando começou a nova fase do programa PANA, 355 venezuelanos em Brasília (DF), São José e Tubarão (SC), Porto Velho (RO) e São Paulo (SP) foram beneficiados com moradia segura, alimentação, itens de higiene pessoal e de limpeza, assim como apoio na integração socioeconômica.

O Pana Brasil é uma iniciativa da Cáritas Brasileira, realizada com o apoio da Organização Internacional para Migrações (OIM).

Em Roraima, o Fundo de População da ONU (UNFPA) segue realizando sessões informativas com a comunidade de venezuelanos. As ações incluíram rodas de conversa e a promoção de informações sobre enfrentamento à violência baseada em gênero e sobre saúde sexual, reprodutiva e direitos.

Fundo de População da ONU realiza formação com jovens em Boa Vista (RR)

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realizou nesta sexta-feira (21) uma atividade de formação com jovens integrantes do projeto Bora Saber, que promove a testagem por fluido oral para HIV em Boa Vista (RR).

Durante a formação, ocorreram atividades para incentivar o empoderamento dos jovens para que representem seus pares e suas comunidades em espaços de construção de políticas públicas. O grupo ainda debateu sobre a Declaração Universal de Direitos Humanos, a reforma sanitária e o processo de criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Relatório da CEPAL analisa o papel das tecnologias digitais na pandemia da COVID-19. Foto: Bongkarn Thanyakij/Pexels

CEPAL lança relatório sobre papel das tecnologias digitais na pandemia da COVID-19

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresenta nesta quarta-feira (26) o Relatório Especial COVID-19 N⁰ 7, em que examina o papel fundamental das tecnologias digitais na pandemia causada pelo coronavírus e como as dificuldades de acesso e velocidade das redes aprofundam as desigualdades e vulnerabilidades da população da região.

A apresentação do relatório será feita pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, em coletiva de imprensa virtual às 12h.

Programa, que celebra 15 anos, reconhece e estimula a participação feminina na ciência brasileira e concede R$ 50 mil a cada uma das vencedoras. Foto: UNESCO

Para Mulheres na Ciência divulga lista de vencedoras da edição de 2020

Com a rápida disseminação da COVID-19 pelo mundo, se tornou ainda mais evidente a necessidade de investimentos constantes na ciência, que tem um papel-chave para solucionar os desafios do mundo.

Para ajudar nesta tarefa, a ciência precisa de mulheres. Por isso, há 15 anos a L’Oréal Brasil, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), promovem o programa “Para Mulheres na Ciência”, com o objetivo de transformar o cenário científico, contribuindo para o equilíbrio de gêneros na área.

Parque da Orla do Guaíba, em Porto Alegre (RS), é um dos casos mencionados na publicação. Foto: PMPA/Luciano Lanes

ARTIGO: Como criar parques para a diversidade?

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, a representante do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) no Brasil, Claudia Valenzuela, e o diretor-presidente do Instituto Semeia, Fernando Pieroni, lembram que considerar a diversidade como uma das diretrizes para a gestão de parques é condição essencial para garantir a plena função social dessas áreas e fortalecer outras formas de se apropriar do espaço público.

Foto: EBC

Pesquisa UN75 em português indica apoio à saúde universal e à redução das desigualdades

Dados parciais de pesquisa das Nações Unidas indicaram um amplo apoio público em Brasil e Portugal ao acesso universal à saúde e a medidas que abordem as desigualdades que se aprofundaram como resultado da pandemia de COVID-19.

Coletados por meio de uma pesquisa online em português que recebeu 9.671 respostas, os dados fazem parte da iniciativa para o aniversário de 75 anos das Nações Unidas (UN75).

UNICEF e Jovem Pan se unem no apoio à educação infantil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) faz parceria com a Jovem Pan para veicular a série de podcasts ‘Deixa que eu conto’, um programa de áudio diário direcionado a crianças de até 8 anos.

Alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os programas estimulam a cocriação e a imaginação, trazendo as crianças para que sejam protagonistas do próprio desenvolvimento e aprendizagem.

A veiculação do podcast será realizada dentro do aplicativo do grupo, Panflix, que já conta com mais de 60 títulos autorais disponíveis ao público dentro de diferentes temas e gêneros, e está liberada desde o dia 17 de agosto.

O Americas Girls Can Code (AGCC) é uma iniciativa coordenada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência especializada das Nações Unidas para tecnologias de informação e comunicação. Foto: EBC

Oficinas online para meninas ensinam programação e uso de tecnologias digitais

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) realiza no Brasil o Americas Girls Can Code (AGCC), uma iniciativa que promove o desenvolvimento das habilidades digitais de meninas por meio de atividades em programação e uso de tecnologias digitais.

As oficinas online serão realizadas entre 24 e 28 de agosto e incluem Lógica de programação, linguagens e aplicações; Python + Machine Learning; Fundamentos de Internet das Coisas (IoT); entre outras. Saiba como se inscrever.

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Usem lições da COVID-19 para ‘fazer as coisas certas’ pelo futuro, pede Guterres

As lições aprendidas com os esforços para enfrentar a pandemia devem ser usadas para “fazer as coisas certas para o futuro”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em uma reunião com parlamentares.

O secretário-geral destacou que isso é ainda mais importante na resposta à crise climática, com a destruição relacionada ao clima cada vez mais intensificada e a ambição de uma ação climática aquém do necessário.

Também destacou que os esforços de recuperação devem abordar outras fontes de instabilidade e impulsionadores de descontentamento, incluindo desigualdades dentro e entre países e comunidades.

Mãe e filha em centro de cuidado infantil no Uruguai. Foto: ONU Mulheres/Agostina Ramponi

Sistemas integrais de cuidado são fundamentais para recuperação socioeconômica de América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a ONU Mulheres exortaram os governos da região a colocar o cuidado no centro de suas respostas à COVID-19, criando pacotes de incentivo e recuperação, promovendo sistemas integrais que assegurem o acesso aos cuidados com as pessoas que deles necessitam garantindo os direitos das pessoas que os fornecem.

Desde antes da pandemia, as mulheres na América Latina e no Caribe dedicavam o triplo do tempo que os homens em trabalho de cuidados não remunerado. Segundo detalha o documento, essa situação tem sido agravada pela crescente demanda de cuidados e pela redução da oferta de serviços causada pelas medidas de confinamento e distanciamento social. 

Episódio está disponível nas principais plataformas de streaming. Imagem: UNFPA

Podcast do Fundo de População da ONU discute impactos do racismo na saúde

Para o professor e pesquisador Alexandre da Silva, membro do grupo Racismo e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o racismo faz com que a população negra fique sob maior risco de adoecimento e de morte durante a pandemia no Brasil, e que é preciso fazer um enfrentamento completo e intersetorial.

O episódio do podcast do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) também traz o depoimento de uma ativista do movimento negro de Salvador (BA), a designer gráfica Josy Azeviche, que relata uma experiência constrangedora sofrida no sistema de saúde  enquanto buscava um atendimento em saúde reprodutiva.

UNFPA leva cuidados de saúde às pessoas refugiadas e migrantes durante as madrugadas em Boa Vista

A rotina dos profissionais de enfermagem André Luiz de Souza Cruz e Ana Paula Silva inclui não apenas o cuidado com a vida, mas também ações de prevenção que muitas vezes não ocorrem em ambientes hospitalares. Eles são plantonistas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na Área de Proteção da Operação Acolhida em Boa Vista (RR).

Desde a chegada dos profissionais, em maio de 2020, mais de 670 pessoas refugiadas e migrantes já passaram pela Área de Proteção e puderam contar com assistência em saúde durante toda a noite, das 19h às 7h da manhã. Responsáveis por acompanhar as pessoas com suspeitas ou confirmadas com a COVID-19, os profissionais do UNFPA auxiliam nos cuidados relacionados à enfermidade e ainda atendem outras demandas de saúde.

Evento online teve conversa entre a educadora e ativista indígena Célia Xakriabá e o ator e humorista Paulo Vieira sobre a identidade indígena no Brasil. Foto: PNUMA

Indígenas brasileiros ensinam como tratar a Terra e seus recursos

Os povos Indígenas compõem mais de 5% da população mundial (cerca de 350 milhões de pessoas), segundo a ONU. Com uma cultura de relação profunda e equilibrada com a natureza, os indígenas do Brasil nos propõem importantes reflexões sobre como tratamos a Terra e seus recursos.

Na última sexta-feira (14), o Museu do Amanhã e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) promoveram uma conversa entre a educadora e ativista indígena Célia Xakriabá e o ator e humorista Paulo Vieira sobre a identidade indígena no Brasil.

A sensibilidade do ator e a carga poética das falas de Célia deram o tom do bate-papo, que incluiu questões sobre sustentabilidade, alimentação, educação, religião e ancestralidades. Célia abordou as lutas indígenas, principalmente em meio à pandemia da COVID-19.

ACNUR apoia o lançamento do plano municipal para imigrantes da prefeitura de São Paulo

Pioneira na implementação de políticas públicas voltadas para a integração de pessoas refugiadas e migrantes, a Prefeitura de São Paulo lançou, na semana passada (11), o primeiro Plano Municipal de Políticas para Imigrantes.

Elaborado de forma participativa, o plano é um instrumento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação da política municipal para a população de outras nacionalidades que vivem na cidade, tendo vigência entre os anos de 2021 e 2024.

Para o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas, que participou do evento virtual de lançamento, a construção do Plano Municipal reflete as diretrizes do ACNUR ao envolver as pessoas refugiadas na construção das políticas públicas que contemplam as diferentes perspectivas de quem vive nas cidades.

Chef Fernanda Cunha ensina receitas fáceis de fazer e de vender. Foto: OIT

Curso de capacitação profissional da OIT recebe chefs Neide Rigo e Fernanda Cunha

O projeto Cozinha&Voz Web recebeu no início de agosto as chefs Neide Rigo e Fernanda Cunha para duas semanas de aulas com os(as) 100 alunos(as) do curso profissionalizante de assistente de cozinha.

Lançada por Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério Público do Trabalho (MPT), a iniciativa busca manter a capacitação profissional de pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão socioeconômica em meio à pandemia e conta com apoio da chef Paola Carosella, da Casa Poema e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

UNAIDS pede à Polônia que respeite direitos das pessoas LGBTI

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) disse estar profundamente preocupado com relatos de perseguições e detenções de ativistas pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersex (LGBTI), enquanto exercem pacificamente seus direitos à liberdade de expressão e de associação na Polônia.

O UNAIDS foi informado de que no dia 7 de agosto um protesto contra a detenção da ativista LGBTI Margot Szutowicz, atualmente em prisão preventida de dois meses, resultou em relatos de violência policial e mais de 50 prisões. Isso ocorreu após as recentes prisões de ativistas que colocaram bandeiras de arco-íris em monumentos públicos.

Plan International Brasil e UNICEF iniciam parceria para empoderamento de meninas em São Paulo

A Plan International Brasil e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram uma iniciativa para contribuir com o empoderamento de meninas na cidade de São Paulo (SP).

Denominada Minhas Escolhas, a ação reunirá 80 meninas de 15 a 19 anos, moradoras de bairros periféricos da capital paulista, para aprimorar conhecimentos sobre seus direitos, discutir sobre gravidez na adolescência e prevenção da violência online.

A ideia é que essas adolescentes sejam líderes multiplicadoras que disseminem os conhecimentos adquiridos para pelo menos 800 adolescentes, entre meninas e meninos. A fase de inscrições para a iniciativa está aberta até 20 de agosto.

Os jovens da NBR são um exemplo da aplicação prática do tema das celebrações da ONU para este ano: engajamento juvenil para a ação global. Foto: UNAIDS

Jovens apoiados pelo UNAIDS celebram Dia Internacional da Juventude com vídeo sobre zero discriminação

Em comemoração ao Dia Internacional da Juventude, celebrado em 12 de agosto, a organização não governamental Nação Basquete de Rua (NBR) lança o vídeo “Humano igual a você” junto com uma série de cards para redes sociais inspirados no projeto Se Liga Ae, Juventude!, que levou conhecimento sobre HIV e AIDS a jovens da periferia de Campos dos Goytacazes (RJ), em 2019.

Os jovens da NBR são um exemplo da aplicação prática do tema das celebrações da ONU para este ano: engajamento juvenil para a ação global. Ao abordar o HIV, ISTs e sexualidade como temas centrais em seus projetos, a NBR mobilizar os jovens para discussões sobre racismo, direitos humanos, educação e empoderamento feminino, entre outros.

Indígenas em manifestação em Brasília. Foto: Mídia Ninja

FAO explica como os povos indígenas ajudam a acabar com a fome no mundo

Apesar de representarem apenas 5% da população mundial, os povos indígenas são agentes vitais para a preservação do meio ambiente.

Cerca de 28% da superfície terrestre do mundo, incluindo algumas das áreas florestais mais intactas e biodiversas, é  gerenciada principalmente por povos indígenas, famílias, pequenos proprietários e comunidades locais.

Essas florestas são cruciais para conter as emissões de gases e manter a biodiversidade. Os alimentos indígenas também são particularmente nutritivos e seus sistemas alimentares associados são resistentes ao clima e se adaptam bem ao meio ambiente. Leia o relato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Documento de agências da ONU traz recomendações concretas sobre como e quando reabrir cada escola, e sobre os procedimentos de segurança que devem ser adotados. Foto: Pexels por Pixabay

Pandemia interrompe educação de mais de 70% dos jovens no mundo

O impacto desproporcional da pandemia sobre os jovens aumenta a desigualdade e pode prejudicar o potencial produtivo de uma geração inteira, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado nesta terça-feira (11).

Desde o início da pandemia, mais de 70% dos jovens que estudam ou combinam os estudos com o trabalho no mundo foram adversamente afetados pelo fechamento de escolas, universidades e centros de treinamento.

A situação é ainda mais grave para os jovens que vivem em países de baixa renda, onde há grandes lacunas no acesso à Internet e na disponibilidade de equipamentos e, às vezes, até de espaço em casa.

A diretora-executiva do UNFPA, Natália Kanem. Foto: UNFPA Bangladesh/Lauren Anders Brown

ARTIGO: juventude lidera o caminho para as soluções frente à COVID-19

Em artigo para o Dia Internacional da Juventude, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natália Kanem, lembra que a juventude está agindo para resolver os problemas em suas comunidades relacionados à pandemia.

“Jovens estão na linha de frente na resposta à COVID-19, mobilizando-se em todo o mundo. Eles e elas são profissionais de saúde, ativistas, inovadores e trabalhadores sociais e comunitários.” Leia o artigo completo.

Jovens de todo o mundo estão sendo afetados pelos efeitos socioeconômicos da pandemia de COVID-19. Foto: Alexandra Koch/Pixabay

ONU elogia engajamento de jovens em meio à pandemia

Comemorando o Dia Internacional da Juventude, altos funcionários da ONU pediram que líderes de todo o mundo “façam todo o possível” para permitir que os jovens alcancem seu potencial máximo.

Contra o pano de fundo da pandemia de coronavírus, que afetou as vidas e aspirações dos jovens e aumentou suas vulnerabilidades, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a resiliência, a desenvoltura e o envolvimento das gerações mais jovens.

“São os jovens que se levantaram para exigir ações climáticas. Eles estão se mobilizando por justiça racial e igualdade de gênero e são os defensores de um mundo mais sustentável”, disse ele em mensagem marcando a data.

Migrantes birmaneses trabalham com barcos de pesca nas comunidades costeiras de Phang Nga, na Tailândia. Foto: Thierry Falise/OIM

OIM e Câmara Internacional de Comércio lançam guia para proteger trabalhadores migrantes da COVID-19

A Câmara Internacional de Comércio (CIC) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançam nesta semana um guia do empregador com medidas para proteger migrantes durante a pandemia de COVID-19.

Os trabalhadores migrantes são parte crucial da força de trabalho global, respondendo por 3,5% da população mundial, de acordo com a OIM.

Em todo o mundo, micro, pequenos e médios empreendimentos dependem dos trabalhadores migrantes, incluindo serviços que garantem commodities e serviços essenciais, assim como indústrias muito afetadas pela COVID-19.

OIT reforça a importância da convenção sobre os povos indígenas e tribais em tempos da COVID-19

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) relembrou a importância da Convenção Nº 169 sobre os Povos Indígenas e Tribais em tempos de COVID-19.

Aprovada em 1989, a Convenção busca superar práticas discriminatórias que afetam os povos indígenas e assegurar que participem da tomada de decisões que impactam suas vidas. A Convenção baseia-se no respeito às culturas e aos modos de vida dos povos indígenas e reconhece os direitos deles à terra e aos recursos naturais, e a definir suas próprias prioridades para o desenvolvimento.

A Convenção Nº 169 é o único tratado no sistema multilateral aberto à ratificação que trata de forma específica e abrangente dos direitos dos povos indígenas e tribais. No caso do Brasil, a Convenção passou a ter vigência em 25 de julho de 2002.

A União Internacional de Telecomunicações estima que os jovens representem quase ¼ do total de indivíduos usando a internet em todo o mundo - Foto: Pexels

Enviada da ONU para juventude lança campanha de criação global de emoji para Twitter

Às vésperas da comemoração do Dia Internacional da Juventude, em 12 de agosto, a enviada do secretário-geral da ONU para a Juventude, Jayathma Wickramanayake, em colaboração com o Twitter, está lançando uma colaboração global para criar o primeiro emoji que represente todos os jovens do mundo. O emoji oficial da juventude será criado colaborativamente por jovens e para jovens através do Twitter.

Nas Américas, mais de 70 mil indígenas foram infectados pela COVID-19, sendo 23 mil integrantes de 190 povos da Bacia do Amazonas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

COVID-19 é grave ameaça para os povos indígenas, diz Bachelet

A COVID-19 é uma grave ameaça para os povos indígenas, num momento em que muitos também estão lutando contra os danos ambientais causados pela ação humana e várias formas de exploração econômica.

O alerta foi feito pela alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, para a ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo (9 de agosto).

Nas Américas, mais de 70 mil indígenas foram infectados pela COVID-19, sendo 23 mil integrantes de 190 povos da Bacia do Amazonas.

O estudante Motã Waiãpi descansa na floresta durante as gravações do vídeo 360 graus. Foto: Rafael Romão

Vídeo produzido por estudantes Waiãpi é selecionado para mostra My World 360º

Isolados desde o início da pandemia do novo coronavírus na comunidade Waiãpi, em Pedra Branca do Amapari, no Amapá, os estudantes Kauri Waiãpi, Motã Waiãpi, Kuripiri Waiãpi, o professor Aikyry Waiãpi e o diretor da escola indígena, Evilázio Ribas, ainda não sabem que o vídeo Moma’e jarã kõ jikuwaê’ã kõ (Os donos que não vemos) é hoje uma das histórias imersivas que compõem a mostra MY World 360º (Meu mundo 360 graus).

Conheça como foi feito o filme com tecnologia 360 graus que conta como as entidades que cuidam da floresta são também consideradas donas do habitat da comunidade indígena.

Os povos indígenas são os melhores protetores das florestas tropicais. Foto: Mongabay | Daniel Aguilar.

ONU: é essencial que países mobilizem recursos para proteger povos indígenas na pandemia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a aplicação deficiente das proteções ambientais durante a crise de COVID-19 trouxe uma crescente invasão dos territórios dos povos indígenas por mineradores e madeireiros ilegais em diversos países.

“Muitos povos indígenas foram vítimas de ameaças e violência, e muitos perderam a vida diante de tais ameaças”, afirmou, em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, observado no próximo domingo (9).

Segundo ele, é essencial que os países mobilizem os recursos para responder às necessidades dos indígenas, honrar suas contribuições e respeitar seus direitos inalienáveis.

Criança no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Senso de urgência da Agenda 2030 é ainda maior com pandemia, diz ONU no Brasil

O senso de urgência para a execução da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi renovado diante dos efeitos da pandemia de COVID-19 no Brasil e no mundo, na avaliação do coordenador-residente da ONU no país, Niky Fabiancic.

“Temas que já estavam expressos na Agenda 2030 em 2015, como o acesso à água e a saneamento básico e a universalização dos serviços de saúde, se mostram imprescindíveis para a superação desta crise sem precedentes”, disse.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

Desigualdade social é obstáculo para enfrentamento da COVID-19, dizem pesquisadores

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep), realizaram na semana passada (29) a 14ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”.

Professores e pesquisadores foram convidados a fazer paralelos históricos com a pandemia da COVID-19. Uma das conclusões foi a de que a desigualdade social é, de fato, um grande obstáculo para o enfrentamento de crises sanitárias.

Refugiada eritreia sobrevivente de abuso sexual recebe apoio para recomeçar vida na Suécia

A refugiada eritreia Samrawit, de 20 anos, foi torturada, espancada e estuprada por quase dois anos na Líbia. Samrawit deixou a Eritreia após a partida de um parente próximo que, temendo por sua vida, fugiu do alistamento militar. Sem família no país, ela também decidiu fugir. Mas foi sequestrada e levada por traficantes de pessoas para uma cidade no Sudão, perto da fronteira com a Líbia.

Em outubro de 2019, Samrawit foi levada para Ruanda junto com outros 123 refugiados que estavam detidos na Líbia. Hoje, Samrawit está reassentada na Suécia e faz parte do programa de reassentamento do ACNUR para refugiados altamente vulneráveis. Leia a reportagem completa.

Em meio à falta de saneamento, moradores equilibram-se em 'ruas' de madeira para chegar a suas casas em Altamira, no Pará. Foto: Valter Campanato/ABr

É preciso acelerar esforços para garantir direito humano a água e saneamento, diz relator da ONU

Dez anos depois de a ONU reconhecer explicitamente o acesso a água e saneamento como um direito humano, bilhões de pessoas carecem desses serviços, alertou um especialista da ONU na semana passada (27).

“A pandemia de coronavírus nos ensinou que deixar para trás as pessoas que mais precisam de serviços de água e saneamento pode levar a uma tragédia humanitária”, disse o brasileiro Léo Heller, relator especial sobre os direitos humanos à água e ao saneamento.

“Nos próximos 10 anos, os direitos humanos à água e ao saneamento devem ser uma prioridade se quisermos construir sociedades justas e humanas.”