Arquivo da tag: Stories | Histórias

Guilherme Gargantini, de 80 anos, com sacolas de brindes do Pandebingo. Foto: Divertidosos

Pandebingo: iniciativa reúne idosos através de videoconferência para combater a solidão durante a pandemia

Foi aos 71 anos que a professora aposentada Jurema do Amaral Castro ganhou pela primeira vez brindes em um jogo de bingo. Em uma versão um tanto alternativa do jogo, idosos de diferentes regiões do país estão se reunindo através de uma plataforma de videoconferência na internet para participar do chamado Pandebingo.

A iniciativa faz parte do projeto Divertidosos, site criado em 2013 pelo aposentado Guilherme Gargantini e pela webdesigner Monika Dunko, que tem como proposta incluir digitalmente idosos.

Maria Conceição da Silva mora em Fortaleza, Ceará. Foto: WFP

Moradores de três estados do Nordeste recebem cartões de alimentação

 “Essa doação veio na hora certa, pois já não sabíamos mais o que fazer para conseguir o alimento”, respirou aliviada Maria Conceição da Silva, 35 anos, moradora do bairro Autran Nunes, em Fortaleza, Ceará. Casada e mãe de dois filhos, ela e o marido têm dificuldade em conseguir recursos para alimentar a família e manter a casa durante a pandemia da COVID-19.

Ela foi uma das 1.100 famílias beneficiadas pela entrega de cartões de alimentação da campanha Compra Solidária do Carrefour, que tem apoio do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP).

O estudante Motã Waiãpi descansa na floresta durante as gravações do vídeo 360 graus. Foto: Rafael Romão

Vídeo produzido por estudantes Waiãpi é selecionado para mostra My World 360º

Isolados desde o início da pandemia do novo coronavírus na comunidade Waiãpi, em Pedra Branca do Amapari, no Amapá, os estudantes Kauri Waiãpi, Motã Waiãpi, Kuripiri Waiãpi, o professor Aikyry Waiãpi e o diretor da escola indígena, Evilázio Ribas, ainda não sabem que o vídeo Moma’e jarã kõ jikuwaê’ã kõ (Os donos que não vemos) é hoje uma das histórias imersivas que compõem a mostra MY World 360º (Meu mundo 360 graus).

Conheça como foi feito o filme com tecnologia 360 graus que conta como as entidades que cuidam da floresta são também consideradas donas do habitat da comunidade indígena.

Juan Batista Ramos shows one of the murals he painted at Tancredo Neves shelter, in Boa Vista, Brazil. Photo: Allana Ferreira/UNHCR

In Roraima, Brazil, Venezuelan volunteers help keep refugees and migrants safe from COVID-19

Giving life and colour to the shelter in which he lives is what gives joy to 69 year-old Venezuelan Juan Batista Ramos. Like him, another 480 refugees and migrants sheltered in Roraima, Brazil, found a way to contribute to the places they temporarily call home. “Every time the shelter needs me, I’m happy to be able to help”, said Ramos, who arrived alone in Brazil in October of 2019 and has lived in the shelter since January of this year.

O artista Ramos mostra com alegria um dos murais que pintou no abrigo Tancredo Neves, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Em Roraima, venezuelanos voluntários ajudam a manter refugiados e migrantes seguros da COVID-19

Dar vida e cor ao abrigo em que mora é o que dá mais alegria ao venezuelano Juan Batista Ramos, de 69 anos. Assim como ele, outros 480 refugiados e migrantes abrigados em Roraima encontraram no trabalho comunitário uma forma de contribuir para os locais que eles chamam temporariamente de casa.

“Toda vez que o abrigo precisa de mim, fico feliz em poder ajudar”, diz Ramos, que chegou sozinho ao Brasil em outubro de 2019 e mora no abrigo desde janeiro deste ano. Leia reportagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Gislene Pereira participa do projeto que recebe apoio do Fundo de População da ONU. Foto: Gislene Pereira/arquivo pessoal

Costureira que perdeu renda com a pandemia volta a trabalhar em projeto apoiado pelo UNFPA

Gislene Pereira, uma costureira de 51 anos moradora da área rural de São Sebastião (região administrativa do Distrito Federal), tem uma pequena empresa de confecção de camisetas que foi afetada pela pandemia da COVID-19. Ela fazia camisetas para eventos, como festas de aniversário, além de uniformes para empresas e igrejas.

“As pessoas que já tinham feito pedidos cancelaram. Parou totalmente”, ela lamenta. Por meio do projeto Fábrica Social Jardim Botânico, uma iniciativa do Movimento Comunitário Jardim Botânico apoiada pelo Fundo de População da ONU, ela voltou a trabalhar costurando máscaras faciais de pano, algo que nunca tinha feito antes.

UNIC Rio’s multitasking interns face the challenge of home office during the pandemic

“The day the earth stopped”, music by Raul Seixas, inspired Gabriella de Azevedo Carvalho, 25 years old, to name the dog she adopted the week she started quarantining because of the COVID-19 pandemic. At almost the exact same time, she also began work as an intern at the United Nations Information Center Nations for Brazil (UNIC Rio). Since then, her dog Raul has been her daily companion on her home office journey as a graphic designer for UNIC Rio.

Discover how Gabriella and other UNIC Rio interns cope with home office during the quarantine days imposed by the pandemic.

Estagiários multi-tarefas do UNIC Rio encaram o desafio do teletrabalho durante a pandemia

“O dia em que a terra parou”. A música de Raul Seixas inspirou Gabriella de Azevedo Carvalho, 25 anos, a batizar o cachorro adotado na semana em que iniciou a quarentena por conta da pandemia da COVID-19 e, quase em seguida, também o estágio voluntário no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Desde então, o cachorro Raul a acompanha diariamente na jornada de teletrabalho como designer do escritório.

Descubra como ela e os outros estagiários do UNIC Rio estão se adaptando ao desafio do trabalho remoto durante a pandemia do novo coronavírus.

Ismenia works daily to ensure the protection of those who live in the Rondon 1 shelter. Photo: Tainanda Soares/ACNUR

Venezuelan helps the fight against COVID-19 in a Brazilian refugee shelter

Ismenia is a 46-year-old Venezuelan who currently lives in the Brazilian city of Boa Vista, where she lives and works in the refugee shelter Rondon 1, which operates with support from the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR). She left Venezuela after failing to find adequate medical treatment for her thyroid cancer, leaving behind not only her husband and children but also her career as a nurse.

Currently, Ismenia is part of the Rondon 1 shelter’s health committee. With the new coronavirus, the community leader was recruited by WHO for the noble mission of making sure that other residents of the shelter are following hygiene recommendations against COVID-19.

A venezuelana Ismenia trabalha diariamente para garantir a proteção da população que vive no abrigo Rondon 1, em Boa Vista – Foto: Tainanda Soares/ACNUR

Venezuelana atua no combate ao coronavírus em abrigo de refugiados no Brasil

A venezuelana Ismenia tem 46 anos e mora em Rondon 1, abrigo em Boa Vista apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Ismenia teve câncer de tireoide e deixou a Venezuela por não conseguir encontrar tratamento médico adequado. Sem opção, ela também deixou para trás o marido, filhos e a carreira como enfermeira.

Atualmente, Ismenia faz parte do comitê de saúde do abrigo Rondon 1. Com a chegada do novo coronavírus, a líder comunitária foi recrutada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma nobre missão: garantir que outros moradores do abrigo Rondon 1 estejam seguindo corretamente recomendações de higiene para proteger todos contra o novo coronavírus.

Computador comprado com recursos de multas recolhidas pelo Ministério Público do Trabalho e apoio técnico do UNOPS é utilizando para atendimento online com a Defensoria Pública. Foto: Arquivos do CASE

Reading becomes a learning opportunity for youths at Socio-Educational Centre in Ji-Paraná, Brazil

To sit quietly and read a book by yourself has been a pleasant activity for many of us during the quarantine. Seventeen-year-old Antônio*, an HQ fan, has enjoyed it. He’s currently reading Daniel Silva’s The Black Widow, a thriller that tells the story of a widow of a member of ISIS who got killed in combat. Marcelo* reads Percy Jackson & the Olympians, a series of adventure novels that combine twenty-first century original characters with Greek mythology. The sixteen-year-old was already in the habit of reading books and biblical magazines.

The teenagers read at CASE, the Socio-Educational Centre Library at Ji-Paraná, a city in the Brazilian state of Rondônia. With both group activities and classes suspended because of the COVID-19 pandemic, individual readings are being promoted by the CASE team as a leisure option for teenagers.

Computador comprado com recursos de multas recolhidas pelo Ministério Público do Trabalho e apoio técnico do UNOPS é utilizando para atendimento online com a Defensoria Pública. Foto: Arquivos do CASE

Leitura é alternativa de lazer individual para jovens de Centro Socioeducativo

Sentar tranquilamente e ler um livro sozinho. Esta tem sido uma atividade agradável para muitos e muitas de nós nessa quarentena. Fã de gibis, Antônio *, de 17 anos, também tem feito isso. Ele está lendo o livro A Viúva Negra, que conta a trajetória de viúvas de terroristas do estado islâmico cujos maridos morreram em combate. Marcelo*, de 16 anos, lê Percy Jackson e Os Olimpianos, que conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Ele já teve o hábito de ler livros e revistas bíblicas.

Os adolescentes lêem na Biblioteca do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Ji-Paraná, em Rondônia. Com as atividades em grupo e as aulas suspensas em função da pandemia da COVID-19, leituras individuais estão sendo promovidas pela equipe do CASE, como uma opção de lazer para os adolescentes.

Wilhelm, Ericka e Vilfredo Schurmann seguem confinados num veleiro nas Ilhas Falkland. Foto: Família Schurmann

Família Schurmann adota lições do mar para enfrentar o distanciamento social e inspira brasileiros

Defensora da campanha Mares Limpos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a Família Schurmann usa a experiência de 36 anos de expedições pelos mares para enfrentar os desafios do distanciamento social.

Paciência, resolução rápida de conflitos e divisão de tarefas nas atividades do dia a dia são algumas das estratégias que podem ser incorporadas por todos no atual cenário da pandemia de COVID-19.

Tia Rô recebe ligações de voluntários do projeto Histórias por Telefone, no Rio de Janeiro - Foto: arquivo pessoal

In Rio de Janeiro, reading project connects people during the pandemic

Every week, Cristina Ávila, 45, picks up her phone in the neighborhood of Anil, in Rio de Janeiro, Brazil, and dials phone numbers that she’d never called before. Meanwhile, every week in Cidade de Deus, a neighborhood in the northern region of the city, the phone of Rosângela Oliveira – or Aunt Rô –, 62, receives a call from someone whose voice she does not recognize.

Just over a month ago, people who have never ever exchanged words before now come together through stories and poetry that are shared over the phone, forming connections that started in Rio de Janeiro and that today extend to the African continent – with Brazilians that reside in Kenya receiving calls.

This is how the Stories by Phone project, promoted by the Secretary of Culture and Creative Economy of the State of Rio de Janeiro, is proposing that people feel less alone in the midst of social isolation, caused by the new coronavirus pandemic.

Tia Rô recebe ligações de voluntários do projeto Histórias por Telefone, no Rio de Janeiro - Foto: arquivo pessoal

No Rio, projeto conecta pessoas por meio da literatura durante a pandemia

Toda semana, Cristina Ávila, de 45 anos, pega o telefone no bairro de Anil, no Rio de Janeiro (RJ), e digita uma coleção de números que nunca antes havia combinado. Enquanto isso, toda semana na Cidade de Deus, também no Rio, o telefone de Rosângela Oliveira – ou Tia Rô –, de 62, recebe ligações de pessoas das quais nunca ouvira a voz antes.

Conheça o projeto Histórias por Telefone: voluntários leem poemas e histórias para idosos em isolamento social durante a pandemia da COVID-19.

A venezuelana Horihanny Del Valle recebe kit do UNFPA em Pacaraima - Foto: UNFPA

Pregnant Venezuelans receive aid from UNFPA Brazil

Horihanny Del Valle is a young 16 year-old pregnant Venezuelan who left her country about a year ago and lives now in Pacaraima, a border town between Brazil and Venezuela. She only heard about the COVID-19 pandemic through some friends. “I saw people talking about and it scared me”, she recalls. In May, she and other women received more information from UNFPA Brazil on how to prevent the disease.  UNFPA Brazil also delivered Dignity Kits, containing essential items of personal hygiene such as hand sanitizer, soap, and intimate pads.

A venezuelana Horihanny Del Valle recebe kit do UNFPA em Pacaraima - Foto: UNFPA

Venezuelanas grávidas recebem kit de higiene em Pacaraima

Horihanny Del Valle é uma jovem venezuelana de 16 anos que deixou seu país há um ano e agora vive em Pacaraima, Roraima, cidade que faz fronteira com a Venezuela. Grávida, ficou sabendo da pandemia da COVID-19 por meio de conhecidos.

“Eu vi as pessoas comentando e me deu medo”, conta. No início de maio,  ela e outras mulheres receberam do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) mais informações sobre como se prevenir da doença. O UNFPA também entregou Kits Dignidade contendo artigos de higiene pessoal fundamentais nesse momento, como álcool em gel, sabonete, pasta de dente e absorventes íntimos.

O Fundo de População da ONU pretende entregar os itens também em Manaus, Bahia e Distrito Federal. 

Artesãos do Piauí produzem máscaras faciais para proteção contra o novo coronavírus. Foto: Luiz Carlos Vieira

Artisans supported by IFAD produce protective equipment to fight coronavirus in Piauí, Brazil

In Ipiranga, a rural city of 10,000 habitants in Piauí, an organization of artisans found themselves with less work because of the coronavirus pandemic. Aware of the lack of personal protective equipment (PPE) for health professionals in the region, the Association of Artisans in the City of Ipiranga-Piauí (ASSARIPI) changed their usual work programme to produce face masks and hair caps.

Lídia Ribeiro de Andrade, president of the Association, explained that the idea to help resulted from the high demand for protective equipment. “Initially, we made only a few pieces and donated them to needy, elderly people. After a few days, we were already producing protective equipment for the local health centre and, soon after, for the regional hospital in the neighboring city, Picos”, she said.

Artesãos do Piauí produzem máscaras faciais para proteção contra o novo coronavírus. Foto: Luiz Carlos Vieira

Artesãs apoiadas pelo FIDA produzem equipamentos de proteção para combater o coronavírus no Piauí

Em Ipiranga, uma cidade rural de 10 mil habitantes no Piauí, uma organização de artesãs teve redução na demanda de trabalho em função da pandemia de coronavírus. Sabendo da falta de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde na região, a Associação de Artesãos do Município de Ipiranga-Piauí (ASSARIPI) interrompeu a produção normal e passou a fazer máscaras e toucas de cabelo.

Lídia Ribeiro de Andrade, presidente da Associação, explica que a ideia de ajudar surgiu a partir da alta demanda dos equipamentos de proteção. “Inicialmente, fizemos apenas algumas peças e as doamos para idosos carentes. Depois de alguns dias, já estávamos produzindo equipamentos de proteção para o centro de saúde local e, logo depois, para o hospital regional no município vizinho, Picos.”

Aula virtual do Cozinha & Voz. Foto: OIT

Da sala de aula para sala de casa: projeto da OIT utiliza treinamento inédito em meio à pandemia

Projeto Cozinha & Voz faz parte de uma ampla iniciativa de promoção do trabalho decente para pessoas em situação de vulnerabilidade, desenvolvida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT),  e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da cozinheira Paola Carosella e da Casa Poema.

Conheça como a iniciativa funciona e está beneficiando pessoas trans de diversas regiões do Brasil.

Rádio comunitária engaja refugiados e migrantes indígenas em Manaus

A pandemia do novo coronavírus é a principal pauta dos programas de rádios comunitárias, que ajudam a reforçar as medidas de prevenção divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reportam o número de pessoas infectadas e óbitos. Também há espaço para músicas e assuntos diversos, como futebol e a vida de celebridades.

Esta é uma das estratégias da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para fortalecer a proteção das populações indígenas venezuelanas no Norte do país. Em parceria com o Instituto Mana e Secretaria Municipal da Mulher Assistência Social e Cidadania de Manaus (SEMASC), as rádios comunitárias nos dois abrigos compartilham informações confiáveis e atualizadas sobre a COVID-19. A ação conta com participação da organização Médico Sem Fronteiras (MSF).

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Sem esse dinheiro eu estaria na rua”, diz venezuelana apoiada pelo ACNUR

As manicures venezuelanas Silany e Francis chegaram ao Brasil há um mês, em plena pandemia do novo coronavírus e não conseguiram colocação profissional por conta das medidas de isolamento social.

Graças a um programa de transferência de renda do ACNUR, elas poderão manter as despesas básicas com moradia, alimentação e medicamentos.

Conheça a história das refugiadas que atualmente moram em Brasília, no Distrito Federal, e saiba como ajudar.

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Without this money, I’d be in the streets”, says Venezuelan supported by UNHCR

Venezuelan manicurists Silany and Francis arrived in Brazil a month ago, in the middle of the new coronavirus pandemic and were unable to get a job because of the social isolation measures.

Thanks to a cash transfer programme of the United Nations Refugee Agency (UNHCR), they will be able to cover their basic living, food and medicine expenses.

Get to know the history of the refugees who currently live in Brasília, in the Federal District, and learn how to help.

Ibrahim Al Hussein (à esquerda) é um dos refugiados que participam do documentário 'THF: Aeroporto Central', do brasileiro Karim Aïnouz. Imagem: THF

Cineasta brasileiro espera que pandemia gere mais empatia por situação de refugiados

Em vez de medo e xenofobia, o isolamento e a incerteza em relação ao futuro provocada pela pandemia têm o potencial de gerar mais empatia em relação ao outro, especialmente em relação àqueles que já enfrentavam dificuldades antes mesmo de a COVID-19 emergir, como refugiados, migrantes e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A expectativa é do cineasta brasileiro Karim Aïnouz, que lançou na sexta-feira (24), diretamente nas plataformas de streaming, seu filme “Aeroporto Central”, que trata da situação de solicitantes de refúgio abrigados no extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim. Leia a entrevista concedida à ONU Brasil.

Ao longo de um ano, o documentário acompanhou a vida do estudante sírio Ibrahim (esquerda) e do fisioterapeuta iraquiano Qutaiba (direita). Foto: Juan Sarmiento

Pandemic could generate more empathy towards refugees, says Brazilian filmmaker

Instead of fear and xenophobia, the isolation and uncertainty about the future brought by the COVID-19 pandemic has the potential to generate more empathy and solidarity towards others, including refugees.

That’s the hope of the Brazilian filmaker Karim Aïnouz, who launched directly on the streaming platforms his documentary “Central Airport THF”, which describes the situation of asylum seekers sheltered in the former Tempelholf Airport, in Berlin.

Campanha de informação sobre o coronavírus nas paredes das comunidades - Foto: Frente de Mobilização da Maré

Pensando no coletivo, favelas se organizam para combater o coronavírus

Gizele Martins é nascida e criada no Complexo da Maré, conjunto de 16 favelas com cerca de 140 mil habitantes na cidade do Rio de Janeiro. Jornalista e comunicadora comunitária, ajudou a criar a Frente de Mobilização da Maré para se preparar para a chegada do novo coronavírus.

O principal objetivo é distribuir de maneira ampla, efetiva e de acordo com a realidade da favela informações baseadas nas recomendações divulgadas pelo Ministério da Saúde, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Fiocruz sobre os cuidados e riscos do novo coronavírus.

Campanha de informação sobre o coronavírus nas paredes das comunidades - Foto: Frente de Mobilização da Maré

Rio’s vulnerable organize themselves to fight coronavirus

Gizele Martins was born and raised in the Complexo da Maré, a group of 16 favelas (slums) with around 140,000 inhabitants in Rio de Janeiro. A journalist and community activist, she helped to create the Mare Mobilization Front to prepare for the arrival of the new coronavirus.

Her mission is to distribute information based on the recommendations from the Ministry of Health of Brazil, the World Health Organization (WHO) and Oswaldo Cruz Foundation (FIOCRUZ) about the care and risks of the new coronavirus, in a broad and effective manner to the poor living in difficult conditions in the favelas.