Ban Ki-moon lamentou a insegurança na região causada pela ação de extremistas palestinos e israelenses. Para o chefe da ONU, uso excessivo da força pela polícia de Israel pode gerar mais violência.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (esquerda) e primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em coletiva de imprensa, em Jerusalém. Foto: ONU / Rick Bajornas
Em seu primeiro dia de visita a Israel e à Palestina (20), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, encontrou lideranças israelenses para conversar sobre a escalada de violência na região. Em Jerusalém, ao lado do presidente Reuben Rivlin, o chefe da ONU lamentou a insegurança causada pela ação de extremistas de ambos os lados do conflito. Mais tarde, após reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o secretário-geral destacou que o uso excessivo da força pelas forças de segurança pode gerar mais violência.
“Minha visita reflete o sentido de alarme global com a escalada perigosa da violência das hostilidades e ataques terroristas. Estou aqui para encorajar e apoiar todos os esforços para diminuir as tensões e prevenir a situação de fugir do controle”, disse Ban Ki-moon. Durante coletiva de imprensa com o presidente israelense, o chefe da ONU lamentou as hostilidades recentes e afirmou que “nenhuma sociedade deveria ter que viver com medo”.
O secretário-geral reconheceu os desafios de segurança enfrentados por Israel, mas recomendou cautela. “Medidas de segurança podem ser contraprodutivas se forem aplicadas sem os esforços especiais para neutralizar situações antes que as pessoas percam suas vidas. Se o uso da força não for propriamente calibrado, pode gerar as próprias frustrações e ansiedades das quais a violência tende a irromper”, explicou Ban Ki-moon depois de encontro com Netanyahu.
Para o chefe da ONU, além de limitar novos incidentes, as lideranças palestinas e israelenses devem retomar as negociações. “Temos que, pelo futuro das nossas crianças, dar às costas a esse abismo perigoso, preservar a solução de dois Estados e levar as pessoas de volta ao caminho na direção da paz”, afirmou.