Apesar dos desdobramentos políticos positivos ocorridos recentemente na África Ocidental, presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas expressou preocupação com a expansão do terrorismo na região.

Diffa, a região mais pobre do Níger, foi afetada pelo aumento da violência na Nigéria devido à ação do Boko Haram. Foto: UNICEF/Cherkaoui
O Conselho de Segurança recebeu com otimismo os recentes desdobramentos políticos positivos em alguns países da África Ocidental, mas expressou preocupação quanto à ameaça terrorista na região.
“O Conselho de Segurança condena veementemente todos os ataques terroristas realizados na região, particularmente no Norte e na região central do Mali, e na região da bacia do Lago Chade, executados principalmente pelo Boko Haram e pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS)”, disse Liu Jieyi, presidente do Conselho no mês de julho, em declaração presidencial na última segunda-feira (24).
Em nome do Conselho, Liu Jieyi expressou preocupação especial em relação aos ataques a civis – principais vítimas da violência terrorista – e destacou a importância de uma abordagem abrangente para enfraquecer e vencer os terroristas, de acordo com o direito internacional.
O Conselho sublinhou seu compromisso de trabalhar através do Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental (UNOWAS) para fortalecer a cooperação na abordagem de ameaças à segurança transfronteiriça e no combate à expansão do terrorismo.
O documento também cita a grave situação humanitária causada pelas atividades dos terroristas na região do Lago Chade e chamou a comunidade internacional para “apoiar de imediato a prestação de assistência humanitária urgente às pessoas mais afetadas pela crise em Camarões, no Chade, no Níger e na Nigéria”.
Preocupado com a pirataria no Golfo da Guiné, bem como o tráfico de seres humanos, drogas e outros bens ilícitos, o Conselho sublinhou a necessidade de reforçar a luta contra as atividades ilícitas na sub-região.
O Conselho de Segurança expressou otimismo em relação aos desenvolvimentos políticos positivos em vários países da África Ocidental. Sobre a Costa do Marfim, parabenizou os progressos alcançados na paz, estabilidade e prosperidade econômica após o encerramento da Operação da ONU no país (UNOCI), no dia 30 de junho.
Além disso, os membros do Conselho destacaram as eleições legislativas livres e transparentes na Gâmbia – elogiando os esforços diplomáticos dos chefes de Estado da região que resultaram na transição pacífica do poder para o presidente democraticamente eleito, Adama Barrow.
A declaração parabenizou a liderança da África Ocidental em iniciativas de combate ao terrorismo e encorajou a colaboração entre os Estados-membros, as organizações regionais e sub-regionais, a ONU e outras partes interessadas “para aumentar a coesão social e enfrentar desafios à boa governança”.