Trabalho e renda familiar andam juntos, afirma diretora da OIT no Brasil

Laís Abramo ressaltou importância do trabalho na composição da renda das famílias em situação de pobreza e fez uma ressalva: não é qualquer tipo de trabalho que garante às pessoas o acesso a uma vida digna e a justa participação nos frutos do desenvolvimento econômico.

O trabalho é um dos principais vínculos entre o desenvolvimento econômico e o social, uma vez que representa um dos mecanismos por intermédio dos quais os seus benefícios podem efetivamente chegar às pessoas e, portanto, serem melhor distribuídos. A prova disso é que atualmente, no Brasil, 77% da renda das famílias advêm do trabalho.

A afirmação foi feita pela diretora do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, durante palestra no XIII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET), realizado em Curitiba esta semana.

O evento é realizado a cada dois anos e conta com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros. O tema deste ano é “Trabalho, Desenvolvimento e Sociedade no contexto da crise global”.

Em sua palestra “Trabalho e Inclusão Social: o compromisso nacional com a promoção do Trabalho Decente”, Laís Abramo também ressaltou a importância do trabalho na composição da renda das famílias em situação de pobreza — aquelas cujo rendimento familiar per capita de até um quarto do salário mínimo. De acordo com dados da PNAD 2012, o trabalho representa 62% dos rendimentos destas família e o restante de aposentadorias e pensões e outras fontes.

Laís Abramo acrescentou, no entanto, que não é qualquer tipo de trabalho que garante às pessoas o acesso a uma vida digna e a justa participação nos frutos do desenvolvimento econômico. Para que isso aconteça é necessário que esse trabalho seja exercido em determinadas condições e que seja Trabalho Decente. Saiba mais clicando aqui.