Em reunião no Conselho de Segurança, representantes das Nações Unidas indicaram que o país precisa do apoio internacional e de suporte ao governo de unidade para responder aos desafios atuais, como o aumento do tráfico de drogas e de assassinatos de civis.

O tráfico de drogas vem crescendo significativamente no Afeganistão, que produz cerca de 90% das substâncias ilegais derivadas do ópio. Foto: IRIN/Manoocher Deghati.
A comunidade internacional e as autoridades do Afeganistão não devem ignorar os grandes desafios do país – que variam da insegurança à crescente crise na questão das drogas – frente às recentes mudanças políticas da nação, como a formação da unidade governamental em setembro deste ano, afirmaram dois oficiais da ONU ao Conselho de Segurança na última quinta-feira (18).
“O surto de violência insurgente e o concomitante aumento no número de mortes de membros da sociedade civil, o aprofundamento do déficit orçamental e os atrasos em compromissos governamentais cruciais nos fazem lembrar que lidar com estes desafios vai exigir determinação coletiva e foco renovado”, disse o chefe da missão da ONU no Afeganistão (UNAMA), Nicholas Haysom, lembrando que em novembro o país registrou o maior número de mortes desde 2008, com um aumento de 19% comparado ao ano anterior.
Dentre as questões destacadas por Haysom, estão as reformas voltadas à prestação de contas públicas, à transparência, aos direitos das mulheres, ao fim das dificuldades orçamentárias atuais e aos intensos esforços de combate à corrupção.
O diretor executivo do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Yury Fedotov, informou sobre a necessidade de combater o aumento significativo do tráfico de drogas, que ameaça a segurança e o desenvolvimento econômico no país e na região.
“Um gabinete diversificado, equitativo e baseado no mérito pode reforçar a confiança da população de que o governo tem a intenção de cumprir as suas promessas”, disse o chefe da UNAMA sobre o governo de unidade nacional estabelecido em setembro de 2014 por meio de um acordo entre os dois então candidatos à presidência do país, Abdullah Abdullah e Ashraf Ghani Ahmadzai.