Chefe da Missão Conjunta das Nações Unidas e da União Africana condenou o ataque e pediu às autoridades sudanesas que levem os responsáveis à justiça.

Três capacetes azuis que serviam na Missão Conjunta das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (UNAMID), no Sudão, foram mortos na noite desta segunda-feira (10/10) numa emboscada durante patrulha regular em Zam Zam, um grande campo para deslocados na periferia de El Fasher, capital de Darfur do Norte.
Os nomes e as nacionalidades dos soldados mortos ainda não foram divulgados, mas, segundo a UNAMID, são dois militares e um policial conselheiro. Outros seis soldados ficaram feridos no ataque realizado por um grupo não identificado e um dos criminosos também foi morto.
O Chefe da UNAMID, Ibrahim Gambari, condenou duramente o ataque, destacando que os soldados tentavam garantir a segurança em Zam Zam. Ele pediu que as autoridades sudanesas iniciem imediatamente a investigação para identificar os perpetradores e levá-los à Justiça.
“Um ataque contra soldados da paz é um crime de guerra e nós garantiremos que a justiça seja feita”, declarou Gambari. “Este incidente deplorável não deterá o forte comprometimento da UNAMID com sua missão de proteger o povo de Darfur.”
Desde o começo da missão, em 2008, 32 trabalhadores da paz morreram na missão e muitos outros agentes humanitários foram vítimas de ataques de bandidos ou grupos armados. A região é atingida por conflitos desde 2003. Há milhões de pessoas deslocadas ou refugiadas.