O argumento é que os acontecimentos na guerra civil e os problemas durante e após as eleições de 2010 estão interligados.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou na quarta-feira (22/02) que irá ampliar a data inicial de investigações de crimes de guerra cometidos na Costa do Marfim de novembro 2010 para setembro 2002. Com isso, as investigações não ficarão limitadas apenas ao período posterior das últimas eleições presidenciais e analisarão também os crimes cometidos durante a guerra civil no país.
Três juízes servindo numa das câmaras de pré-julgamento do TPI autorizaram que as investigações cubram crimes cometidos entre 19 de setembro de 2002 e 28 de novembro de 2010, data do pleito presidencial entre Alassane Ouattara e Laurent Gbagbo. O argumento é que os acontecimentos na guerra civil e os problemas durante e após as eleições de 2010 estão interligados.
“A câmara considera que os eventos violentos na Costa do Marfim nesse período devem ser tratados como uma única situação. (…) Há argumentos razoáveis para acreditar que, no curso destes acontecimentos, atos de assassinato e estupro, os quais poderiam constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade, foram cometidos”, afirma o comunicado do Tribunal.
Em 2010 Laurent Gbagbo se recusou a deixar o cargo apesar de perder a eleição para Alassane Ouattara.