Tribunal da ONU condena à prisão ex-oficial sérvio que não testemunhou em julgamento de genocídio

Testemunha alegou problemas de saúde para não comparecer, mas a corte desconsiderou justificativa. “Problemas de saúde não constituem licença para deixar de cumprir as ordens contidas nas intimações”.

(ICTY)O tribunal de crimes de guerra da ONU estabelecido para os conflitos nos Bálcãs do início dos anos 90 sentenciou, nesta sexta-feira (24/02), um ex-oficial a dois meses de prisão por se recusar a testemunhar no julgamento do ex-líder sérvio Radovan Karadzic. Milan Tupajic, que era presidente do município de Sokolac, na Bósnia e Herzegovina na época da guerra, foi considerado culpado pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (ICTY).

A câmara de julgamento disse que Tupajic, ao não cumprir a ordem de comparecer como testemunha no julgamento de Karadzic, priva o julgamento de evidências relevantes. Tupajic alegou problemas de saúde por não comparecer, mas a corte desconsiderou a justificativa. “Problemas de saúde não constituem licença para deixar de cumprir as ordens contidas nas intimações”, afirmou a corte em comunicado.

Karadizic tem duas acusações de genocídio e uma série de outros crimes, como assassinato, perseguição e deportação de muçulmanos, bósnios, croatas e outros civis não sérvios na Bósnia e Herzegovina entre 1992 e 1995. O julgamento de Karadizic começou em 2009.