Perišić foi condenado a 27 anos de prisão por crimes contra a humanidade e crimes de guerra. É a primeira sentença proferida contra um oficial do antigo país.

O Tribunal das Nações Unidas criado para julgar crimes graves cometidos durante os conflitos nos Balcãs dos anos 1990 condenou, nesta terça-feira (06/09), o ex-chefe do Estado Maior do Exército iugoslavo, Momčilo Perišić, a 27 anos de prisão por crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Perišić foi considerado culpado pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPIJ) de cumplicidade com assassinatos, atos desumanos, perseguições por motivos políticos, raciais ou religiosos, e ataques contra civis em Sarajevo e Srebrenica .
Ao mesmo tempo, ele foi absolvido das acusações de cumplicidade de extermínio e crime contra a humanidade em Srebrenica, onde mais de sete mil homens e meninos muçulmanos bósnios foram sumariamente executados, em julho de 1995, e da responsabilidade de comando em relação aos crimes em Sarajevo e Srebrenica.
Na sentença – a primeira proferida pelo tribunal contra um oficial da República Federal da Iugoslávia – Perišić também foi considerado culpado de não punir seus subordinados por crimes de assassinato, ataque a civis durante os bombardeios a Zagreb, em maio de 1995.
O Tribunal, que tem sede em Haia, ouvi mais de 100 testemunhas durante o julgamento, que começou em outubro de 2008.
Desde a sua criação, o Tribunal indiciou 161 pessoas por graves violações do direito internacional humanitário cometidas no território da ex-Iugoslávia entre 1991 e 2001. Processos foram concluídos contra 126 acusados. Atualmente 35 processos estão em andamento.