Na Semana do Dia Internacional da Mulher, lembrado em 8 de março, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) aderiu na terça-feira (6) ao movimento ElesPorElas, uma iniciativa da ONU pelo fim das desigualdades e da violência de gênero. Com a associação, a corte se comprometeu a oferecer capacitação sobre a lei Maria da Penha nos cursos de formação inicial e aperfeiçoamento da polícia militar.

Joana Chagas, da ONU Mulheres, e Mario Machado, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Foto: TJDFT
Na Semana do Dia Internacional da Mulher, lembrado em 8 de março, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) aderiu na terça-feira (6) ao movimento ElesPorElas (HeForShe, no original em inglês), uma iniciativa da ONU pelo fim das desigualdades e da violência de gênero. Com a associação, a corte se comprometeu a oferecer capacitação sobre a lei Maria da Penha nos cursos de formação inicial e aperfeiçoamento da polícia militar.
A ONU Mulheres, agência das Nações Unidas que lidera o movimento ElesPorElas, espera que o TJ assuma uma liderança ativa na garantia da segurança, do acesso à justiça e da igualdade de condições entre mulheres e homens. Como parte de seus engajamentos junto à iniciativa, o tribunal também afirmou que implementará um sistema de segurança preventiva para mulheres vítimas de violência.
“Essa é mais uma rara oportunidade para refletirmos e propormos soluções para essa chaga social da violência contra as mulheres. Serve de alerta para o poder Judiciário sobre a necessidade de tornar mais célere (rápida) a prestação jurisdicional”, afirmou o desembargador Mario Machado em cerimônia que formalizou a adesão.
Também presente, a gerente de programas da ONU Mulheres, Joana Chagas, ressaltou a necessidade de políticas efetivas para reverter o atual cenário. No Brasil, uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência. No Distrito Federal, embora o trabalho de enfrentamento a esse problema seja reconhecido, 58 mulheres foram assassinadas em 2015.
“As mortes realmente diminuem quando a rede de serviços para o enfrentamento da violência contra as mulheres funciona bem à luz das premissas de transversalidade das políticas de gênero, intersetorialidade dos serviços especializados e capilaridade da presença do poder público. Temos que chegar até onde as mulheres estão. Não devemos deixar nenhuma delas para trás”, afirmou a especialista.
O movimento ElesPorElas busca mobilizar pessoas de todos os sexos, gêneros, raças, etnias e classes sociais — bem como governos, empresas e universidades — pelo fim das barreiras sociais e culturais que limitam as mulheres, impedindo-as de exercer plenamente seus direitos humanos.