Tribunal Penal da ONU remete caso de suspeito de genocídio para Corte de Ruanda

Sikubwabo, um ex-prefeito, é acusado de genocídio ou de cumplicidade em genocídio, bem como conspiração para cometer genocídio e crimes contra a humanidade.

(ONU/Mark Garten)O Tribunal Penal Internacional da ONU para Ruanda (TPIR), incumbido de julgar os principais suspeitos implicados no genocídio de 1994 em Ruanda, ordenou hoje (27/03) o envio de um caso para ser julgado pelo Supremo Tribunal de Ruanda. O tribunal da ONU também pede que o Governo do país localize e prenda o suspeito de praticar crimes contra a humanidade.

O ex-prefeito de Gishyita Charles Sikubwabo é acusado de genocídio ou de cumplicidade em genocídio, bem como conspiração para cometer genocídio e crimes contra a humanidade. Em novembro de 2010, o Procurador do TPIR havia solicitado que o tribunal remetesse o caso para o Governo do país.

O Tribunal expressou esperança de que Ruanda, em aceitar referências do TPIR, irá colocar em prática os compromissos assumidos com os altos padrões de justiça internacional. Os juízes do TPIR solicitaram que o país informe trimestralmente sobre os esforços tomados para prender Sikubwabo até o momento em que o acusado seja preso ou tenha confirmada a sua morte.

Com base na cidade tanzaniana de Arusha, o TPIR foi criado após o genocídio de Ruanda, quando pelo menos 800 mil tutsis e hutus politicamente moderados foram mortos durante três meses de violência que se seguiram à morte do então presidente Juvenal Habyarimana.