Tropas do governo e da oposição estão atuando na área, que é monitorada por tropas da ONU desde 1974, após o cessar-fogo entre Israel e Síria.

Um posto de observação da UNDOF nas Colinas de Golã, na Síria. ONU/Gernot Maier
O Conselho de Segurança da ONU afirmou nesta quarta-feira (27) estar seriamente preocupado com a presença das tropas do governo e da oposição sírias dentro da área desmilitarizada das Colinas de Golã, que é monitorada pela Força das Nações Unidas de Observação do Desengajamento (UNDOF) desde 1974, após o cessar-fogo entre Israel e Síria.
“Os membros do Conselho de Segurança expressaram sua profunda preocupação sobre o risco que todas as atividades militares na área de separação representam para o cessar-fogo de longa data e para a população local”, afirmou o Embaixador da Rússia Vitaly Churkin, que detém a presidência rotativa do Conselho para o mês de março.
A situação do pessoal da ONU também é motivo de preocupação. Funcionários e instalações das Nações Unidas foram alvejados, veículos sequestrados e 21 militares da UNDOF foram detidos — e já libertados — durante os conflitos esse mês. O Conselho lembrou que o Governo da Síria é o principal responsável pela segurança dos capacetes azuis e de todo pessoal da ONU e pediu a todas as partes que respeitem os privilégios e imunidades da instituição.
A declaração vem um dia após o Subsecretário-Geral para as Operações de Manutenção da Paz, Hervé Ladsous, informar ao Conselho sobre os riscos de segurança e os desafios operacionais enfrentados pela UNDOF. A ONU já reduziu suas atividades no terreno em resposta à presença de grupos armados do conflito sírio, além de tomar medidas de segurança adicionais, que incluem o uso de mais veículos blindados.