Para o diretor do ACNUR para o Norte da África e Oriente Médio, mais apoio precisa ser dado a refugiados. “Quando as pessoas não têm abrigo e vivem com 45 centavos por dia, claro que vão querer migrar”, afirmou.
Em comunicado de imprensa divulgado nesta sexta-feira (25) em Genebra, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) mostrou preocupação com as condições de vida dos refugiados e de seus países de origem. “Enquanto não houver solução na Síria e melhoria de condições nos países vizinhos, as pessoas vão migrar”, afirmou o diretor do escritório do Norte da África e Oriente Médio do ACNUR, Amin Awad.
Segundo Awad, devido às dificuldades encontradas na recepção de refugiados na Europa, os imigrantes passam a “adotar estratégias negativas de sobrevivência como trabalho infantil, retirada das crianças da escola, pedir esmola e prostituição. “Eles precisam de mais apoio”, destacou.
O representante do ACNUR afirmou ainda que os sírios perderam a esperança com o contexto atual de seu país, lembrando que pelo menos 250.000 pessoas já morreram e 12 milhões foram forçadas a sair de suas casas durante mais de quatro anos de guerra. Awad ressalta que eles continuarão migrando se a situação não mudar.
Mais de 429.000 já tinham pedido asilo na Europa desde 2011 e, com a falta de centros apropriados de recepção, muitos outros ainda começarão este processo, aumentando a demanda exponencialmente.
