Uma equipe da Rede Globo visitou nesta semana a sede do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em Genebra, na Suíça, a caminho de Cannes, na França, para o Emmy Kids 2018. A emissora e o organismo da ONU foram indicadas à premiação pela websérie Eu Só Quero Amar, que tem como enredo o romance entre um jovem vivendo com HIV e sua namorada. Produção é spin-off de Malhação.

Da direita para esquerda, Beatriz Azeredo; Sergio Valente; Michel Sidibé; Georgiana Braga-Orillard, representante do UNAIDS no Brasil; Emmanuel Jacobina; e Leonardo Nogueira, diretor-geral da Globo. Foto: UNAIDS
Uma equipe da Rede Globo visitou nesta semana a sede do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em Genebra, na Suíça, a caminho de Cannes, na França, para o Emmy Kids 2018. A emissora e o organismo da ONU foram indicadas à premiação pela websérie Eu Só Quero Amar, que tem como enredo o romance entre um jovem vivendo com HIV e sua namorada.
A série foi um spin-off – termo em inglês para produções audiovisuais que derivam de outras obras e aprofundam temas explorados em determinados núcleos de personagens – da novela Malhação, que está há mais tempo no ar em todo o Brasil. Um dos episódios abordou a história do casal sorodiferente e se tornou um sucesso entre o público. Malhação tem uma audiência diária de 24 milhões de espectadores, principalmente pré-adolescentes e seus pais.
O UNAIDS, parceiro da Globo desde 2015, deu assessoria técnica e apoio aos redatores da Eu Só Quero Amar.
Com o organismo da ONU, a emissora e a plataforma Gshow produziram e disponibilizaram o spin-off na plataforma de streaming da Globo. A websérie de cinco episódios se tornou a terceira série original mais assistida no portal, com quase 1 milhão de visualizações.
Durante a visita da equipe da Globo ao UNAIDS, Michel Sidibé, diretor-executivo do programa da ONU, parabenizou o canal, explicando como a mídia desempenha um papel fundamental para o fim da exclusão relacionada ao HIV.
“A TV Globo é uma ponte para nos ajudar a acabar com o estigma e o preconceito e, esperamos, mudar as atitudes”, afirmou o dirigente.
Saiba mais sobre a história de amor de #Camique, um jovem casal sorodiferente, retratada em ‘Eu Só Quero Amar’, a websérie indicada ao @iemmys Kids e desenvolvida em parceria entre @UNAIDSBrasil e @RedeGlobo.
Assista ao trailer aqui: https://t.co/rfJ2x2N9Ik pic.twitter.com/Z6z84uHnYE
— UNAIDS Brasil (@UNAIDSBrasil) 9 de abril de 2018
Sidibé também elogiou a organização por usar o edutainment – termo em inglês para designar o entretenimento que tem propósitos educativos – para chegar até o público jovem, levando informações envolventes e relevantes sobre o HIV.
Emmanuel Jacobina, escritor de Malhação para a temporada 2015–2016 e também da websérie Eu Só Quero Amar, contou que a ideia do spin-off surgiu de uma conversa que teve com a equipe do UNAIDS sobre HIV no Brasil.
O autor disse que o perturbou saber que, apesar dos métodos de prevenção, dezenas de milhares de pessoas ainda são infectadas a cada ano no país. A websérie pareceu o melhor lugar para levar o debate adiante e falar francamente sobre relacionamentos, sexualidade e HIV.
“Não é permitido beijar dentro do colégio, mas este beijo é muito mais educativo do que mil palestras sobre discriminação e preconceito.”
Dê uma olhada: https://t.co/rfJ2x2N9Ik #ZeroDiscriminação #IJustWantToLove @RedeGlobo @iemmys @gshow @malhacaogshow @onubrasil pic.twitter.com/8gErAsnvrQ— UNAIDS Brasil (@UNAIDSBrasil) 9 de abril de 2018
“Escrever sobre saúde pública é falar de medo, discriminação. Com medo, você não se abre para o outro, não exerce a tolerância. Para contar a história do casal sorodiferente, foram muito importantes as informações dadas pelo UNAIDS, pois conseguimos fugir dos estereótipos e falamos de saúde pública com toda a família sem deixar de fazer entretenimento”, afirmou o roteirista.
A diretora de Responsabilidade Social da Globo, Beatriz Azeredo, reafirmou o compromisso da empresa em mobilizar a sociedade brasileira para a discussão sobre questões sociais, por meio de séries de televisão e publicidade.
Também presente, o diretor de Comunicações da emissora, Sergio Valente, lembrou a presença da Globo em mais de cem países e seu alcance no Brasil – o canal chega a 99% dos lares brasileiros.
“Nós sabemos como criar histórias, mas a parceria com o UNAIDS é fundamental porque vocês nos ensinam o que é importante falar e a forma correta de falar. E nós transformamos essa mensagem em entretenimento, que é a melhor forma de ensinar”, completou o gestor.
Entre os três indicados na categoria digital do Emmy Kids 2018, o prêmio foi para a série norueguesa Jenter (Young Girls), produzida pela NRK.
O UNAIDS trabalha para garantir que 90% dos jovens de todo o mundo tenham o conhecimento e a capacidade de se proteger do HIV e tenham acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva até 2020.
Reveja o encontro da equipe da Globo com dirigentes do UNAIDS: