Ucrânia: Secretário-geral da ONU volta a pedir diálogo e respeito aos direitos humanos

Ban Ki-moon insistiu que governo e manifestantes devem abrir mão da violência e buscar solução pacífica para crise política. Pelo menos 26 pessoas já morreram.

Protesto em janeiro deste ano em Kiev, na Ucrânia. Foto: Amakuha/Wikipédia

Protesto em janeiro deste ano em Kiev, na Ucrânia. Foto: Amakuha/Wikipédia

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, emitiu um comunicado nesta quarta-feira (19) afirmando que continua a acompanhar a evolução dos acontecimentos na Ucrânia. Por meio de seu porta-voz, ele pediu o “fim imediato da violência nos termos mais fortes” e destacou que “recorrer a tais medidas por qualquer lado é totalmente inaceitável”.

“O secretário-geral exorta igualmente o governo a desistir do uso de força excessiva, ressaltando a necessidade de as autoridades respeitarem as normas internacionais de direitos humanos”, disse a nota.

Ban reiterou o apelo pela “renovação imediata do diálogo genuíno e construtivo” para resolver a crise política e de segurança que tem se aprofundado.

Ele apelou ainda às autoridades ucranianas para agir “de forma decisiva” na negociação uma saída pacífica para a crise de uma forma que esteja “de acordo com as demandas e as aspirações do povo ucraniano”.

Pelo menos 26 pessoas já morreram, principalmente na capital Kiev, informaram fontes da imprensa.

Na terça-feira (18), Ban afirmou estar “chocado” e “profundamente preocupado” com a escalada da violência na capital, reiterando a todos os lados que o uso da violência é inaceitável.

“O secretário-geral exorta ambas as partes a redobrar os esforços para realizar propostas a partir de medidas positivas recentes, incluindo uma anistia para os presos nos protestos e a desocupação de prédios do governo por manifestantes”, disse.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, também apelou a todas as partes para exercer a máxima contenção depois das mortes durante os confrontos violentos em Kiev entre a polícia e manifestantes.

“Condeno veementemente os assassinatos e insto o governo e os manifestantes a agir para aliviar as tensões e agir rapidamente para encontrar uma solução pacífica para a crise em curso”, disse Pillay.

“Eu também peço uma investigação urgente e independente para apurar os fatos e responsabilidades, incluindo o possível uso de força excessiva, e para garantir a responsabilização por estes confrontos mortais”, disse ela.