“Cinco milhões de pessoas precisam de assistência humanitária, incluindo 3,2 milhões que são altamente vulneráveis”, disse o diretor de operações do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), John Ging.

Moradores da aldeia Nikishino no leste da Ucrânia. Foto: ACNUR/Andrew McConnell
O diretor de operações do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), John Ging, disse em uma coletiva de imprensa em Nova York nesta sexta-feira (20) que conseguir acessar as populações vulneráveis e a falta de financiamento continuam sendo os dois maiores obstáculos para ajudar os ucranianos. Ele também destacou a “urgente necessidade” de ampliar os esforços internacionais de ajuda.
A ONU tem uma operação humanitária em curso na Ucrânia, fornecendo medicamentos, cobertores, alimentos, kits de higiene e utensílios domésticos para os necessitados. Mas ainda há muito a ser feito, destacou Ging, observando que a Organização recebeu apenas 5% dos 316 milhões de dólares solicitados para esforços humanitários no país.
“Vimos as consequências do conflito diretamente”, disse Ging, referindo-se a sua recente viagem à região. “Cinco milhões de pessoas precisam de assistência humanitária, incluindo 3,2 milhões que são altamente vulneráveis. Cerca de 1,7 milhão de pessoas fugiram de suas casas e há mais de um milhão de deslocados internos”, lembrou. Asilos, centros psicológicos e orfanatos estão com necessidades críticas. As pensões não estão sendo pagas, agravando ainda mais o sofrimento dos idosos.