Um ano após queda de Kadafi, Líbia tem dificuldade para proteger etnias minoritárias, avalia ACNUR

ACNUR está retomando atividades no país e aguarda a formalização de um acordo com as novas autoridades para reestabelecer as medidas de proteção.

Centenas de refugiados na Líbia em março de 2011 em busca de água e alimentos. (ONU/David Ohana)
O Representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na Líbia, Emmanuel Gignac, afirma que o país tem problemas de proteção relacionados a migrações mistas e casos potenciais de apatridia entre etnias minoritárias. “No sul, toda a questão de migrações mistas [pela Líbia e através do Mediterrâneo] para a Europa está crescendo.”

Um ano após o início dos conflitos que levaram à queda do ditador líbio Muamar Kadafi, a Líbia ainda vive uma crise humanitária difícil. Líbios que se deslocaram internamente fugindo dos conflitos civis se misturam com refugiados provenientes da África subsaariana que, por sua vez, ainda são confundidos com forças leais à Kadafi e presos por não possuírem a documentação necessária.

Nesta situação complexa, o ACNUR está retomando suas atividades no país e aguarda a formalização de um acordo com as novas autoridades para reestabelecer as atividades de proteção.

Segundo Gignac, a tendência é que cada vez mais migrantes e refugiados entrem no país. O ACNUR registrou 6,6 mil refugiados e outros 2,7 mil solicitantes de refugio. A maioria vive em Trípoli e outros estão em Misrata e Benghazi, cidades extremamente afetadas pelos conflitos.

Para ler a entrevista com Representante do ACNUR para a Líbia, clique aqui.