“Um livro é um elo entre o passado e o futuro. É uma ponte entre gerações e entre culturas. É uma força para a criação e a partilha de sabedoria e conhecimento”, disse Irina Bokova marcando o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, em 23 de abril.

Imagem: Facebook da UNESCO no Brasil
“Um livro é um elo entre o passado e o futuro. É uma ponte entre gerações e entre culturas. É uma força para a criação e a partilha de sabedoria e conhecimento.”
As palavras são da diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, que marcou no último sábado o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais (23).
“Frank Kafka disse uma vez: ‘um livro deve ser um machado para quebrar os mares congelados dentro de nossa alma’. Uma janela para a nossa vida interior, os livros também são a porta de entrada para o respeito mútuo e a compreensão entre as pessoas, através de todos os limites e de todas as diferenças”, acrescentou.
Ela lembrou que, existindo em todos os meios, os livros incorporam a “diversidade do engenho humano”, dando forma à riqueza da experiência humana e expressando a busca de sentido e de expressão que todas as mulheres e homens compartilham, e que faz todas as sociedades avançarem.
“Os livros ajudam a entrelaçar a humanidade como uma única família, mantendo um passado em comum, uma história e um patrimônio, para criar um destino que é compartilhado, no qual todas as vozes sejam ouvidas no grande coro da aspiração humana.”
A celebração do Dia Mundial do Livro e Dia dos Direitos Autorais é feita pela UNESCO em parceria com a Associação Internacional de Editores, a Federação Internacional de Livreiros e a Federação Internacional de Associações e Instituições de Bibliotecas. Neste ano, a cidade de Breslávia, na Polônia, é a Capital Mundial do Livro, por seu compromisso com a difusão desta mensagem em todo o mundo.
“Isso nunca foi tão importante em um momento em que a cultura está sob ataque, quando a liberdade de expressão está ameaçada, quando a diversidade é desafiada pela intolerância crescente”, lembrou Bokova. “Em tempos turbulentos, os livros incorporam a capacidade humana de evocar mundos reais e imaginários, assim como de expressá-los em vozes da compreensão, do diálogo e da tolerância. Eles são símbolos da esperança e do diálogo que devemos valorizar e defender.”
A UNESCO lembrou que o inglês William Shakespeare faleceu no dia 23 de abril de 1616, precedido apenas um dia por Cervantes. “Neste dia, eu chamo todos os parceiros da UNESCO para compartilhar a mensagem de que os livros são uma força para combater o que Shakespeare chamou de ‘a maldição comum da humanidade – a loucura e a ignorância’”, completou Bokova.