Um século após sua invenção, chefe da ONU pede fim das armas químicas de ‘uma vez por todas’

A confirmação do uso de armas químicas na Síria há dois anos serviu como um “lembrete chocante”, recordando à comunidade internacional que esta prática ainda continua sendo utilizada.

Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas fazem um inventário de um depósito de projéteis químicos de 22mm Foto: OPAC/arquivo

Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas fazem um inventário de um depósito de projéteis químicos de 22mm Foto: OPAC/arquivo

Há exatamente 100 anos, as armas químicas eram usadas pela primeira vez em um campo de batalha na Bélgica; um século após esse  trágico evento, o mundo continua presenciando essa prática em conflitos. Para marcar a data, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou a comunidade internacional, nesta terça-feira (21), a banir o uso indiscriminado deste tipo de armamento “de uma vez por todas”.

A confirmação do uso de armas químicas na Síria há dois anos serviu como um “lembrete chocante” que o seu uso ainda não passou para a história, disse o chefe da ONU, através de uma mensagem, em cerimônia realizada em Ypres, na Bélgica, onde o primeiro ataque ocorreu. “Os horrores da Primeira Guerra Mundial devem ser lembrados neste momento em que enfrentamos os atuais desafios de segurança”.

Ban lembrou que o uso de armas químicas em grande escala ajudou a criar o Protocolo de Genebra de 1925, que baniu esta prática. Setenta anos mais tarde, a Convenção de Armas Químicas proibiu o desenvolvimento, produção, aquisição, armazenamento, retenção, transferência ou uso de armas químicas, além de obrigar os países a destruírem seus arsenais.

De acordo com a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), as armas químicas já fizeram mais de 1 milhão de vítimas em todo o mundo.