Comissão de Consolidação da Paz afirma que processo democrático no país da África Ocidental deve ser “abrangente, livre, transparente, pacífico e em conformidade com o Estado de Direito”.

Um comício político na capital da Guiné, Conacri. Foto: IRIN/Nancy Palus
A Comissão das Nações Unidas de Consolidação da Paz pediu a todos os políticos e líderes da Guiné para honrarem os seus compromissos e realizarem as eleições legislativas de maneira segura e pacífica na próxima semana.
Em um comunicado divulgado esta semana, a Comissão da ONU de Configuração para a Construção da Paz na Guiné parabenizou o governo e o povo guineense pelos “importantes progressos no caminho para a consolidação da democracia, da estabilidade e da paz”, sobretudo por causa da onda de protestos da oposição em março que levou a muitas mortes e centenas de feridos.
A Comissão pediu a todos os políticos e líderes da Guiné para levarem as suas responsabilidades a sério e honrarem os seus compromissos, conforme estipulado no acordo – assinado em 3 de julho, em Conacri, a capital do país, ao final do diálogo político inter-guineense mediado pela ONU – sobre a preparação e organização das eleições legislativas em 24 de setembro.
Na declaração feita na terça-feira (17), a Comissão disse acreditar que as urnas serão “abrangentes, livres, transparentes, pacíficas e em conformidade com o Estado de Direito”, saudando os esforços de observação eleitoral, de apoio à paz social e da sociedade civil da Guiné e seus parceiros nacionais e internacionais.
A Comissão garantiu ao governo e ao povo que está pronta para continuar apoiando o país após as eleições.
A Guiné é um dos seis países – Burundi, República Centro-Africana, Guiné-Bissau, Libéria e Serra Leoa – atualmente na agenda da Comissão. O órgão foi criado em 2005 para ajudar os países que saem de conflitos a fazer uma transição irreversível da guerra para a paz sustentável.