Em debate realizado na semana passada, em Brasília, durante o IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alertou para a necessidade de incluir os jovens na formulação de políticas de combate ao HIV. Agência da ONU também divulgou os seus princípios de Zero Discriminação entre representantes das cidades brasileiras.

Debate do IV EMDS abordou inclusão de jovens na resposta ao HIV. Foto: PNUD Brasil/Guilherme Larsen
Em debate realizado na semana passada, em Brasília, durante o IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alertou para a necessidade de incluir os jovens na formulação de políticas de combate ao HIV. Agência da ONU também divulgou os seus princípios de Zero Discriminação entre representantes das cidades brasileiras.
Em participação na mesa Cidadania, participação social e o direito à cidade, o assessor de mobilização social e trabalho em rede do UNAIDS no Brasil, Cleiton Euzébio de Lima, afirmou na segunda-feira (24) que o momento atual é decisivo na resposta à AIDS.
“Graças aos avanços científicos, ao ativismo da sociedade civil e ao compromisso político para alcançar objetivos comuns, temos uma oportunidade concreta de acabar com a epidemia de AIDS no mundo até 2030”, disse.
Falando sobre o envolvimento dos gestores municipais na luta contra o HIV, Lima lembrou o Dia Mundial Contra a AIDS de 2014, quando o UNAIDS convocou prefeitos do mundo todo para discutir os avanços e desafios na resposta à epidemia. O evento teve como resultado a assinatura da Declaração de Paris.
No Brasil, mais de 20 cidades — além do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal — já assinaram o documento. Juntas, elas respondem por cerca de 35 milhões de habitantes.
Os municípios que assinam a Declaração assumem o compromisso de alcançar as metas 90-90-90 das Nações Unidas — conjunto de objetivos dos países-membros para garantir que, até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV estarão cientes de seu estado sorológico positivo, 90% dos indivíduos com o vírus estarão sob tratamento e 90% das pessoas em tratamento estarão com a carga viral indetectável.
As cidades também se comprometeram a garantir que as populações-chaves participem de todas as etapas do processo de decisão e formulação de políticas públicas sobre HIV/AIDS. “A inclusão dessas pessoas na resposta é chave para que as políticas de prevenção, testagem e tratamento tenham sucesso”, concluiu Lima.
Realizado no Estádio Nacional Mané Garrincha, o IV EMDS reuniu aproximadamente 10 mil participantes e teve o apoio de mais de cem instituições nacionais e internacionais.