UNAIDS: Estados amazônicos debatem ações em comum para resposta à epidemia de HIV/Aids

Encontro aconteceu em João Pessoa, em um evento paralelo às vésperas do 10º Congresso de HIV/Aids e o 3º Congresso de Hepatites Virais.

Participantes do encontro de estados amazônicos em João Pessoa (PB). Foto: UNAIDS Brasil/Daniel de Castro

Participantes do encontro de estados amazônicos em João Pessoa (PB). Foto: UNAIDS Brasil/Daniel de Castro

Representantes de diversos estados amazônicos se reuniram em novembro em João Pessoa para debater o cenário epidemiológico do HIV na região norte e identificar os principais desafios da resposta local à epidemia. O principal objetivo do encontro foi promover a articulação entre diversos atores do governo e sociedade civil para identificação das demandas e desafios mais urgentes em comum nestes estados. Eles também debateram o compartilhamento de experiências exitosas que podem contribuir para o fortalecimento da resposta à epidemia de HIV/Aids na região.

A vice-diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, deu início à reunião. Precursora do trabalho de prevenção e resposta à Aids na região amazônica, Banzaken destacou o trabalho da Interfederativa do Amazonas – estruturado sobre muitas das lições aprendidas ao longo da iniciativa Amazonaids – que já conta com experiências e resultados que precisam ser replicados e adaptados também para outras regiões do país.

“O trabalho iniciado em 2008 com o Amazonaids, envolvendo governo federal, governos locais, ONU e sociedade civil, abriu as portas e criou oportunidades para dar visibilidade à região de tríplice fronteira do Alto Solimões”, disse a diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillar.

A reunião contou também com a participação do coordenador do programa de AIDS do Peru, Carlos Benites, que apresentou as ações que têm sido realizadas em seu país para o enfrentamento a epidemia entre populações indígenas. Representantes desse país ressaltaram a importância de reuniões mais constantes entre governos da fronteira para planejamento de ações conjuntas.

Entre outros pontos importantes destacaram-se: a demanda por ações de cooperação e compartilhamento de boas práticas entre os estados da região; fortalecimento das ações com populações indígenas; capacitação de profissionais e agentes de saúde; fortalecimento da articulação com as organizações da sociedade civil; ampliação do trabalho relacionado ao uso de drogas, incluindo a emergência do uso de heroína injetável e enfrentamento estigma e a discriminação, que têm afetado o acesso e adesão ao tratamento das pessoas vivendo com HIV.