‘Não há vida humana que seja mais significativa do que outra’, destacou o chefe da Igreja Católica durante encontro no Vaticano que reuniu pessoas vivendo com HIV, organizações religiosas, representantes de países e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).

Diretor-executivo adjunto do UNAIDS, Luiz Loures, cumprimenta o Papa Francisco no Vaticano, durante encontros que discutiram estratégias para melhorar o acesso das crianças ao tratamento do HIV. Foto: UNAIDS
Em maio, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) reuniu-se no Vaticano com representantes dos Estados-membros, organizações religiosas e pessoas vivendo com HIV para elaborar estratégias capazes de melhorar o acesso de crianças a testagem e tratamento contra o vírus.
Não há vida humana
que seja qualitativamente
mais significativa
do que outra.
Durante o encontro, o Papa Francisco ressaltou que “a pesquisa científica tem aumentado as possibilidades de prevenção e cuidados” e que novas terapias para tratar uma ampla variedade de doenças já foram descobertas.
O pontífice pediu que decisores políticos “deixem o diálogo continuar até que encontremos a vontade, o conhecimento técnico, os recursos e os métodos que tornem o acesso ao diagnóstico e tratamento disponíveis para todos, e não apenas para poucos privilegiados”.
“Não há vida humana que seja qualitativamente mais significativa do que outra.”
O encontro produziu um roteiro de ação que será apresentado na reunião de alto nível da Assembleia Geral da ONU sobre o fim da AIDS — que acontece em Nova York de 8 a 10 de junho. Em abril, as entidades presentes no Vaticano já haviam se reunido para discutir formas de levar serviços de HIV, hepatite e tuberculose para todos.
Pope Francis urges continued dialogue to widen access to testing and treatment services: https://t.co/Y7KUqRyCYZ pic.twitter.com/k8XP3DEgc5
— UNAIDS (@UNAIDS) 27 de maio de 2016