UNAIDS pede mais investimentos na prevenção do HIV para terminar epidemia até 2030

Segundo o relatório ‘Derrotando a AIDS-Melhorando a Saúde Global’, mais investimentos são necessários para impedir novas infecções, principalmente em países de baixa renda com alta carga de HIV.

Educadora fala com um grupo de crianças em uma escola e distribui materiais de sensibilização sobre o HIV/AIDS, em uma comunidade na capital do Sudão, Cartum. Foto: UNICEF/Noorani

Educadora fala com um grupo de crianças em uma escola e distribui materiais de sensibilização sobre o HIV/AIDS, em uma comunidade na capital do Sudão, Cartum. Foto: UNICEF/Noorani

Os países mais afetados pelo HIV devem se concentrar em impedir novas infecções pelo vírus e em expandir o acesso ao tratamento antirretroviral, ou correrão o risco de ver uma retomada da epidemia, alerta o novo e importante relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e da Comissão Lancet.

Apesar do progresso para aumentar o acesso ao tratamento do HIV em todo o mundo, o documento mostra que a taxa de novas infecções por HIV não está caindo suficientemente rápido.

Segundo o relatório Derrotando a AIDS-Melhorando a Saúde Global, é necessário a solidariedade urgente da comunidade internacional para reforçar os investimentos, particularmente em países de baixa renda com alta carga de HIV. Sustentar os esforços atuais de tratamento e prevenção do HIV exigiriam até 2% do PIB, e pelo menos um terço das despesas governamentais totais de saúde, para que os países africanos mais afetados financiem seus programas de HIV entre 2014-2030.

“Temos de agir agora. Os próximos cinco anos oferecem uma janela frágil de oportunidade para acelerarmos a resposta e acabarmos com a epidemia de AIDS até 2030″, disse o diretor executivo do UNAIDS e Co-coordenador da Comissão, Michel Sidibé. Se esta janela de oportunidade de cinco anos for aproveitada ao máximo, a transmissão do HIV e as mortes relacionadas à AIDS podem ser substancialmente reduzidas e a transmissão vertical, de mãe para filho, virtualmente eliminada até 2030.