Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, alertou também para a “reprimarização” das economias na América do Sul, onde 50% dos produtos exportados são primários.
“A União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) tem demonstrado grande maturidade política, técnica e cultural, além de solidariedade com países vulneráveis como o Haiti”, disse a Secretária executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena. Ela alertou também para o risco de “reprimarização” das economias da região, onde 50% das exportações são de produtos primários.
As declarações foram feitas nesta terça (26/07) durante a apresentação do livro “UNASUL: um espaço de desenvolvimento e cooperação por construir”. O documento, produzido em conjunto pelas instituições, reúne dados relacionados com os problemas socioeconômicos da América do Sul. O objetivo é traçar as semelhanças e assimetrias para impulsionar projetos de cooperação dentro da região.
Em seu discurso, Bárcena destacou os dados sobre a desigualdade econômica e a carga fiscal. Embora entre 1999 e 2009 o coeficiente de Gini (indicador que mede a desigualdade) de 10 países da UNASUL tenha caído 9%, a região continua sendo a mais desigual do mundo.
Outra característica distintiva da UNASUL é a carga fiscal (22,9% do PIB), percentual considerado baixo em comparação com as economias desenvolvidas (36,2% nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE) e alto com relação aos países da América Central.
A publicação foi a primeira de uma série planejada para o trabalho conjunto entre as instituições.