Iniciada no início do mês, na Cracóvia, a Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial se encerrou na última quarta-feira (12) com a inclusão de 21 novos sítios na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO — três naturais e 18 culturais. Entre eles, está o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro. Com as novas inscrições, número de sítios reconhecidos pela agência da ONU chegou a 1073.
Iniciada no início do mês, na Cracóvia, a Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial se encerrou na última quarta-feira (12) com a inclusão de 21 novos sítios na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO — três naturais e 18 culturais. Outros cinco locais já inscritos no marco tiveram modificações de barreiras e ampliações territoriais. Entre os novos escolhidos, há um sítio brasileiro, o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro.
Com as inscrições anunciadas nessa semana, o número de sítios reconhecidos pela agência da ONU chegou a 1073. Angola e Eritreia tiveram seus primeiros sítios inscritos na Lista durante o encontro. O Comitê ainda incluiu um sítio na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo, da qual três outros locais foram removidos. Conheça abaixo as mudanças.
Os novos sítios naturais da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO são:
- Parque Nacional Los Alerces, Argentina;
- Qinghai Hoh Xil, China;
- Paisagens da Dáuria, Mongólia e Federação Russa.
Os novos sítios culturais são:
- Mbanza Kongo, Vestígios da Capital do antigo Reino do Congo, Angola;
- Sítio Arqueológico Cais do Valongo, Brasil;
- Zona do Templo Sambor Prei Kuk, Sítio Arqueológico da Antiga Ishanapura, Camboja;
- Kulangsu: um Assentamento Histórico, China;
- Obras da Defesa Veneziana entre os séculos XV e XVII: Stato da Terra – Stato da Mar oriental, Croácia, Itália e Montenegro;
- Kujataa: Agricultura Norueguesa e Inuit na Borda da Calota Glacial, Dinamarca;
- Asmara: Cidade Modernista da África, Eritreia;
- Taputapuātea, França;
- Cavernas e Arte Antiga Glacial na Jura de Suábia, Alemanha;
- Cidade Histórica de Ahmadabad, Índia;
- Cidade Histórica de Yazd, Irã;
- Ilha Sagrada de Okinoshima e Sítios Associados da Região de Munakata, Japão;
- Cidade Antiga de Hebron/Al-Khalil, Palestina — inscrito simultaneamente na Lista do Patrimônio Mundial e na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo;
- Mina de Chumbo, Prata e Zinco de Tarnowskie Góry e seu Sistema Subterrâneo de Gestão Hídrica, Polônia;
- Catedral da Assunção e Mosteiro da Cidade-ilha de Sviajsk, Rússia;
- Paisagem Cultural dos Khomani, África do Sul;
- Afrodísias, Turquia;
- Distrito dos Lagos Ingleses, Reino Unido.
As ampliações aos sítios existentes são:
- Florestas Primárias de Faia dos Cárpatos e Outras Regiões da Europa, Albânia, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Itália, Romênia, Eslovênia, Espanha e Ucrânia (anteriormente “Florestas Primárias de Faia dos Cárpatos e Antigas Florestas de Faia da Alemanha”, Alemanha, Eslováquia, Ucrânia);
- Complexo W-Arly-Pendjari, Benim e Burkina Faso (anteriormente “Parque Nacional W do Níger”, Níger);
- Bauhaus e Seus Sítios em Weimar, Dessau e Bernau (anteriormente “Bauhaus e Seus Sítios em Weimar e Dessau”), Alemanha;
- Estrasburgo: da Grande-Île à Neustadt, Cenário Urbano Europeu (anteriormente “Estrasburgo – Grande-Île), França.
Patrimônios em perigo
O Comitê reunido em Cracóvia também deliberou por uma significativa redução das fronteiras da “Catedral Bagrati e Mosteiro Gelati” na Geórgia, retirando Mosteiro Gelati da Lista do Patrimônio Mundial em Perigo.
Outra decisão do organismo foi a retirada do Parque Nacional do Simien, na Etiópia, e do Parque Nacional Comoé, na Costa do Marfim, do documento que reúne sítios em risco. Já o Centro Histórico de Viena foi incluído na lista, que atualmente é composta por 54 locais considerados em perigo.