Decisão foi tomada pelo Comitê do Patrimônio Mundial para alertar sobre os riscos que o conflito no país proporciona à cultura síria.

Comitê da UNESCO colocou a cidade de Damasco e mais cinco outras localidades sírias na lista de patrimônios mundiais ameaçados de extinção. Foto: UNESCO/Ron Van Oers
Seis patrimônios mundiais localizados na Síria foram incluídos na lista de lugares ameaçados de extinção do Comitê do Patrimônio Mundial. O objetivo foi chamar a atenção para os riscos que o conflito representa para a herança cultural do país.
Damasco, Palmira, Bosra e Aleppo, cidades muito antigas e com grande teor histórico e cultural, os castelos Crac des Chevaliers e Qal’at Salah El-Din e as antigas aldeias do norte da Síria foram as áreas adicionadas na listagem.
“Essa relação de lugares em perigo pretende mobilizar todo o apoio possível para salvaguardar essas propriedades, que são reconhecidas pela comunidade internacional como sendo de excepcional valor universal para a humanidade como um todo”, disse um comunicado emitido na quinta-feira (20) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (UNESCO).
O Comitê, que está reunido atualmente na capital do Camboja, Phnom Penh, tomou a decisão a partir da revisão do estado de conservação dos patrimônios.
A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, tem pedido repetidamente a ambos os lados do conflito sírio para evitar o máximo possível de destruição do patrimônio cultural do país.
Há relatos de que várias localidades já sofreram danos ou foram destruídas desde o início do conflito em março de 2011, como o minarete de uma famosa mesquita em Aleppo e o maior mercado coberto do mundo, também localizado na cidade – considerado um destino turístico cobiçado.
O conflito na Síria já deixou mais de 93 mil mortos, além de 6,8 milhões de pessoas precisando de assistência humanitária e pelo menos 1,6 milhão de refugiados que se dirigiram aos países vizinhos.