UNESCO aprova Rio de Janeiro como Patrimônio Mundial da Humanidade

Com o ingresso do Rio, o Brasil passa a ter 19 sítios na Lista

Pão de Açúcar no Rio de Janeiro (UNIC Rio / Vitor Brunoro)O Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) aprovou neste domingo (01/07) o ingresso do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial. O Rio entrou para a Lista na categoria de paisagem cultural pelo cenário urbano excepcional da cidade, constituído por elementos naturais que moldam e inspiram seu desenvolvimento: desde a entrada da Baía de Guanabara, aos Morros do Pão de Açúcar; passando pela enseada de Botafogo e a orla de Copacabana; até alcançar os pontos mais altos das
montanhas do Parque Nacional da Tijuca.

O sítio do Patrimônio Mundial, aprovado pelo Comitê, reúne também o Jardim Botânico, o Corcovado, e as paisagens urbanas projetadas na área. O Comitê também reconhece a relevância da inspiração artística que o Rio oferece a músicos, paisagistas e urbanistas.

“O título conseguido pelo Rio representa o olhar da comunidade internacional sobre os valores da cidade”, destaca o Representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz. Ele lembra que a cidade vive um momento especial devido a Rio+20, aos investimentos previstos para a Copa, para os Jogos Olímpicos, para a região central e para a área portuária.

“Um título mundial, pelo seu valor simbólico, deve contribuir para um pacto permanente em torno de valores duradouros e sustentáveis, selando um compromisso comum em favor desta que é a cidade mais amada pelos brasileiros”, frisa Muñoz.

O ingresso do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO foi aprovado após 10 anos de trabalho em prol de sua candidatura. Em 2002, se deu a primeira tentativa de inscrição do Rio na Lista. “Desde então, a UNESCO no Brasil estimulou os sucessivos dirigentes dos órgãos do Governo brasileiro a reapresentar o dossiê desse sítio excepcional que todos entendiam que merecia fazer parte da Lista do Patrimônio da Humanidade”, explica a Coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Jurema Machado, que acompanhou o assunto no Brasil durante uma década.