Ataques a edifícios históricos no Iraque são considerados crimes de guerra pela UNESCO. Destruição sistemática da herança cultural do país vem atingindo níveis sem precedentes.

Cúpula do santuário de Iman Dur. Foto: Flickr/Nasser Rabbat (Creative Commons)
A destruição do santuário Imam Dur no Iraque foi veementemente condenada pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, que clamou pelo fim das ações de “limpeza cultural” no país.
Bokova classificou os atos como crimes de guerra e lamentou o alcance de níveis sem precedentes de destruição sistemática da herança cultural no Iraque. Ataques similares a edifícios históricos – particularmente mesquitas, igrejas e santuários – foram registrados nos últimos meses.
Os executores da destruição do santuário, construído há mais de 3 mil anos, deverão ser responsabilizados por suas ações, segundo a diretora-geral da UNESCO.
“A limpeza cultural em curso no Iraque deve parar. A perseguição de minorias étnicas e religiosas, combinada à destruição sistemática de algumas das representações mais icônicas da herança rica e diversa do Iraque, comprovam uma ideologia de ódio e de exclusão”, acrescentou.