O navio encontrado possui características do século XVII ou XVIII. A Organização continuará apoiado os esforços para encontrar a caravela de Colombo.
Réplica dos três navios da esquadra de Cristóvão Colombo. Foto: Edward the Confessor/Wikipedia (Creative Commons)
Existem “provas irrefutáveis” que o navio naufragado na costa de Cape Haitien, no norte do Haiti, não é o Santa Maria, anunciou a missão de peritos organizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) a pedido do governo haitiano para comprovar a autenticidade da embarcação encontrada em maio por um mergulhador.
A caravela pertencente à esquadra de Cristóvão Colombo afundou nas proximidades da ilha em 25 de dezembro de 1492, na viagem do navegador genovês durante a qual ele chegou às Américas. No entanto, a missão concluiu que a embarcação encontrada no local determinado apresenta características muito recentes, como elementos de fixação em cobre ou bronze que remontam ao fim do século XVII ou início do século XVIII, enquanto a construção naval do século XV usava ferro ou madeira.
Além disso, segundo o diário de Colombo, transcrito por Bartolomé de las Casas, o naufrágio do Santa Maria teria ocorrido mais perto da costa haitiana.
A Ministra de Cultura do Haiti, Monique Rocourt, solicitou a missão depois que um mergulhador americano avistou um canhão aparentando ser do século XV no local do naufrágio, que posteriormente desapareceu do local.
A UNESCO recomenda continuar a exploração marinha para encontrar os vestígios do Santa Maria e criar um inventário sobre os principais naufrágios na região. Também fez um chamado para que o Haiti adote medidas legislativas para melhorar a proteção do patrimônio subaquático.