UNESCO condena assassinato de cinegrafista da Al Jazeera na Líbia

A Diretora Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, condenou nesta quarta-feira (16/03) o assassinato do cinegrafista, Ali Hassan Al-Jaber, da rede Al Jazeera. O crime ocorreu na periferia da cidade de Benghazi, Líbia, na semana passada.

A Diretora Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, condenou nesta quarta-feira (16/03) o assassinato do cinegrafista, Ali Hassan Al-Jaber, da rede Al Jazeera. O crime ocorreu na periferia da cidade de Benghazi, Líbia, na semana passada. O cinegrafista voltava à cidade depois de fazer uma reportagem na vizinhança quando um homem armado atirou em seu carro, como relatado pela organização não governamental ‘Repórteres Sem Fronteira’. Outro passageiro ficou ferido no ataque.

“A morte de Al-Jaber leva a violência e a intimidação contra jornalistas na Líbia a um nível extremo e ressalta os riscos que a mídia corre ao tentar realizar trabalhos como este”, declarou Bokova. Ela disse que as autoridades líbias devem perceber que tais atos não acabam com os problemas e que as aspirações do povo líbio são pela paz e pelo desenvolvimento, e não pela repressão da liberdade de expressão e do direito público de receber informações.

A emboscada foi a última de uma série de ataques violentos e prisões de jornalistas na Líbia, que está tumultuada desde fevereiro, quando manifestantes foram às ruas exigindo a saída do líder Muamar Kadafi. De acordo com a UNESCO, as autoridades do país têm bloqueado o sinal da mídia estrangeira e incitado a violência contra jornalistas.