UNESCO condena assassinato de jornalista brasileiro Valério Nascimento

A Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou hoje (09) o assassinato do jornalista brasileiro Valério Nascimento, dono do jornal ‘Panorama Geral’, em 03 de maio.

A Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: ONU/Mark GartenA Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou hoje (09) o assassinato do jornalista brasileiro Valério Nascimento, dono do jornal ‘Panorama Geral’, em 03 de maio.

“Valério Nascimento era jornalista, proprietário de jornal e político, e o assassinato dele é um claro ataque contra o direito dos cidadãos de participar do debate e da ação política, que são dois direitos fundamentais e inter-relacionados em qualquer democracia livre”, disse a Diretora-geral. “Eu condeno o seu assassinato e confio que as autoridades do Brasil não deixarão impune este crime, que aconteceu quando estávamos comemorando o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa”.

Valério Nascimento foi baleado no quintal de sua casa em Rio Claro, no Rio de Janeiro. Poucos dias antes, ele havia publicado um artigo sobre irregularidades administrativas na cidade de Bananal, no estado de São Paulo. Valério Nascimento tinha concorrido ao cargo de presidente da “Associação dos Cidadãos”.

Segundo a organização ‘Repórteres Sem Fronteiras’, este é o segundo assassinato de jornalistas no Brasil em um mês. Luciano Pedrosa Leitão, da Rádio Metropolitana FM, foi baleado no interior de Pernambuco, no início de abril. O blogueiro Ricardo Gama sofreu um atentado e ficou gravemente ferido no final de março, quando foi baleado por um atirador não identificado na cidade do Rio de Janeiro.

A UNESCO é a agência das Nações Unidas que tem o mandato de defender a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. O Artigo 1 º de sua Constituição declara que a Organização se propõe a “assegurar o respeito universal à justiça, à lei, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais que, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião, a Carta das Nações Unidas reconhece a todos os povos do mundo”.

Para concretizar isto, a Organização deve fomentar “o conhecimento e a compreensão mútuos dos povos, por todos os meios de comunicação de massa” e recomendar “os acordos internacionais que possam ser necessárias para promover o livre fluxo de ideias por meio da palavra e imagem”.