A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), encarregada de defender a liberdade de imprensa, condenou hoje (10/02) o recente assassinato do jornalista egípcio, Ahmed Mohammed Mahmoud, baleado enquanto cobria os protestos que começaram no mês passado na capital do Egito, Cairo.
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), encarregada de defender a liberdade de imprensa, condenou hoje (10/02) o recente assassinato do jornalista egípcio, Ahmed Mohammed Mahmoud, baleado enquanto cobria os protestos que começaram no mês passado na capital do Egito, Cairo.
De acordo com nota de imprensa emitida pela agência da ONU, Mahmoud, 36, estava cobrindo as manifestações para o jornal Al-Taawun quando foi baleado na cabeça, no dia 29 de janeiro, enquanto fotografava os manifestantes da sacada de seu apartamento, localizado próximo à Praça Tahrir, centro das manifestações. Ele morreu em decorrência dos ferimentos, seis dias depois.
“A violência contra jornalistas representa um ataque contra o direito básico da liberdade de expressão e, portanto, uma ameaça direta à democracia,” disse a Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova. Profissionais da mídia “devem ser capazes de trabalhar em segurança, a fim de nutrir um debate livre e independente. Conto com as autoridades egípcias para fazer todo o possível para esclarecer este crime e levar os culpados à justiça,” afirmou.
A UNESCO expressou preocupação com a situação dos profissionais de mídia que tem feito a cobertura dos protestos no Egito. Eles tem sido atacados e seus equipamentos confiscados, além de alguns estarem presos. Bokova pediu ao Egito que respeite os direitos de liberdade de expressão e de informação, conforme previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos.