UNESCO condena assassinato de mais um jornalista somali, o quinto morto este ano

Ahmed Sharif trabalhava para a Rádio Mogadíscio e foi morto a tiros na semana passada. Somália está entre os dez países onde crimes contra jornalistas tem o maior nível de impunidade.

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: UNESCO

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: UNESCO

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, denunciou nesta quinta-feira (22) o assassinato do jornalista somali Ahmed Sharif.

“Eu condeno o assassinato de Ahmed Sharif”, disse Bokova. “Ele se junta a uma longa lista de profissionais de mídia que perderam suas vidas na Somália”. Sharif trabalhava para a Rádio Mogadíscio e foi morto a tiros na sexta-feira (16). Trata-se do quinto jornalista a ser assassinado este ano na Somália. Além disso, em 2012, 18 jornalistas morreram em ataques diretos ou indiretos no país.

“Esses atos criminosos são uma grave violação do direito à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, ambos particularmente importantes em um país que busca se reconstruir depois de tantos anos de conflito”, afirmou Bokova, acrescendo que “é essencial que os responsáveis por este assassinato sejam levados à justiça”. No Sistema ONU, a UNESCO é a agência encarregada de defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.

De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), a Somália está entre os dez países onde crimes contra jornalistas tem o maior nível de impunidade. Além disso, os profissionais de mídia não só arriscam suas vidas diariamente como enfrentam também prisões arbitrárias. No início deste ano, por exemplo, um repórter foi acusado de inventar uma matéria sobre estupro com base em uma entrevista que nunca foi publicada.