Em 2013, pelo menos oito jornalistas foram mortos no país. A diretora-geral da agência, Irina Bokova, lamenta os ataques e afirma que os responsáveis devem ser devidamente identificados e julgados.

Foto: UNESCO
Após três assassinatos de jornalistas no sul das Filipinas, a chefe da UNESCO, Irina Bokova, agência da ONU encarregada de defender a liberdade de imprensa, pediu nesta segunda-feira (16) que as autoridades nacionais investiguem os três casos.
Bokova condenou os ataques, afirmando que é muito importante que os responsáveis por esses assassinatos sejam levados à justiça. “Os profissionais de mídia nas Filipinas têm pagado um preço alto por exercer o seu direito à liberdade de expressão e proporcionar à sociedade notícias e relatos independentes.”
De acordo com informações da agência da ONU, Rogelio “Tata” Butalid, de 46 anos, era comentarista na Rádio Natin e foi morto a tiros fora dos estúdios da emissora, na cidade de Tagum em 11 de dezembro.
Michael Diaz Milo era apresentador de um programa de debates na rádio DXFM e foi morto por homens armados ainda não identificados em Tandag, em 6 de dezembro.
Joas Dignos, radialista, também trabalhava na rádio DXGT e foi morto a tiros em 29 de novembro, na cidade de Valência.
Os três nomes serão adicionados à página online da UNESCO dedicada a jornalistas que foram mortos enquanto cumpriam seus deveres. Só este ano, pelo menos oito jornalistas foram assassinados nas Filipinas.