UNESCO condena assassinatos de cinco jornalistas no Sudão do Sul e um no Iraque

“O alto número de mortes entre repórteres está inibindo gravemente a habilidade da mídia de fornecer ao público informação crítica”, disse a chefe da UNESCO.

Homem pede fim do assassinato de jornalistas. Foto: UNESCO

Homem pede fim do assassinato de jornalistas. Foto: UNESCO

A chefe da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, denunciou, nesta quinta-feira (29), o assassinato de cinco jornalistas no Sudão do Sul e um repórter iraquiano, enquanto cobriam disputas ocorridas em seus respectivos países.

Os jornalistas sul-sudaneses viajavam em uma comitiva de 11 civis junto com um comboio do governo e morreram em uma emboscada no estado de Bahr el Ghazal. Ali Al-Ansari, repórter do canal de televisão iraquiano Al-Ghadeer, morreu enquanto cobria uma operação militar conduzida pelas Forças de Segurança Iraquiana contra grupos extremistas.

“Condeno o assassinato de Musa Mohammed Dahiyah, Butrus Martin Khamis, Dalia Marko, Randa George Adam e Adam Juma Adam”, disse a chefe da UNESCO, organização que tem o mandato de defender a liberdade de expressão e de imprensa.

“Estou extremamente preocupada com a morte de tantos jornalistas cobrindo conflitos”, disse Bokova. “O alto número de mortes entre repórteres está inibindo gravemente a habilidade da mídia de fornecer ao público informação crítica”.