Alfredo Villatoro estava sofrendo ameaças e foi encontrado morto nos arredores Tegucigalpa em 15 de maio; vítima de diversos ataques, Amon Thembo Wa’Mupaghasya levou um tiro durante assalto em 12 de maio.
A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, condenou hoje (24/05) a morte de dois jornalistas, um em Uganda e outro em Honduras.
Alfredo Villatoro, um radialista da emissora HRN, vinha recebendo ameaças antes de ser sequestrado em 9 de maio. Seu corpo foi encontrado nos arredores de Tegucigalpa, capital de Honduras, em 15 de maio; Amon Thembo Wa’Mupaghasya, um diretor independente de TV em Kasese, norte de Uganda, levou um tiro e morreu em 12 de maio.
“As notícias do assassianto de Alfredo Villatoro são profundamente alarmantes e refletem as condições perigosas enfrentadas pelos jornalistas de Honduras. Sua morte mina o direito do povo de Honduras de ser informado. Todo esforço deve ser feito para levar os assassinos à Justiça”, disse Bokova. Desde 2009, já foram mortos 20 jornalistas em Honduras.
Thembo Wa’Mupaghasya, que vivia perto da fronteira com a República Democrática do Congo, foi baleado por pistoleiros não identificados que roubaram sua mochila e câmera. As autoridades locais iniciaram uma investigação para saber se sua morte está ligada a seu trabalho. A mídia local informou que ele fora vítima de outros ataques e recebera numerosas ameaças contra sua vida.
“A liberdade de investigar e relatar questões importantes sustenta o debate social. Jornalistas devem estar aptos a trabalhar sem medo de represália”, afirmou Bokova, pedindo que a investigação avance. Wa’Mupaghasya é o terceiro jornalista assassinado em Uganda desde 2010.