O editor da revista ‘Nueva Prensa’ foi sequestrado no estado de Sinaloa e encontrado morto 13 dias depois. A situação de violência em Sinaloa é intensa devido à disputa pelo poder dos cartéis de drogas.

Foto: ONU / Violaine Martin
A chefe da agência da ONU com o mandato de defender a liberdade de imprensa denunciou nesta terça-feira (28) o assassinato do jornalista mexicano Antonio Gamboa Urias, editor de uma revista local no estado de Sinaloa. A diretora-geral da Organização da ONU para a Cultura, a Educação e a Ciência (UNESCO), Irina Bokova, instou as autoridades a conduzir uma investigação rápida e abrangente sobre o assassinato.
“É importante que os esforços para lançar uma luz sobre esse crime aconteçam de forma rápida e sem obstáculos. Não podemos permitir que as armas silenciem jornalistas ou privem as pessoas dos seus direitos de obter a informação que elas precisam de uma ampla variedade de fontes.”
Gamboa Uria era editor de ‘Nueva Prensa’, uma revista publicada na cidade costeira de Los Mochis. Ele foi sequestrado em 10 de outubro e encontrado semienterrado e com o corpo cravejado de balas 13 dias depois.
O estado mexicano de Sinaloa tem testemunhado a deterioração da condição de segurança no meio de uma luta contínua pelo poder entre os cartéis de drogas regionais, situação que levou diversos jornalistas a perderem a vida. De acordo com os relatos da mídia, outro jornalista, o locutor de rádio Atilano Román Tirado, foi assassinado um dia depois do sequestro de Gamboa Urias, enquanto apresentava a programação da rádio ao vivo.