Atentado elevou o número total de profissionais da imprensa mortos este ano no país para oito.
A chefe da agência das Nações Unidas encarregada de proteger a liberdade de expressão condenou nesta sexta-feira (16) o assassinato de um jornalista mexicano especializado em cobertura de crimes. O atentado elevou o número total de profissionais da imprensa mortos este ano no país para oito.
Hugo Alfredo Olivera Cartas, de 27 anos, foi encontrado morto em seu carro no dia 6 de julho próximo a Apatzingán, uma cidade no oeste do estado de Michoacán. De acordo com a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Oliveira recebeu um telefonema convocando-o para a cena de um acidente. Seu corpo foi encontrado horas depois, com três tiros na cabeça, e seu escritório mais tarde foi invadido.
O jornalista era editor do jornal diário “El Día”, com base em Apatzingán, e fundou a agência de informação local ADN. Ele também foi correspondente da Quadratin, uma agência nacional de notícias.
A Diretora-Geral Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, instou as autoridades mexicanas a encontrar os autores do assassinato e pôr fim à impunidade. “Após este último ataque à liberdade de informação, a Justiça mexicana deve ser dotada dos meios necessários para agir”.
Cerca de 200 jornalistas protestaram pelo assassinato de Olivera na cidade de Morelia, capital de Michoacán, de acordo com a Quadratin.
No dia 28 de junho, outros dois jornalistas foram assassinados. Juan Francisco Rodríguez Ríos e sua esposa, María Elvira Hernández Galeana, foram mortos no estado mexicano de Guerrero. Bokova se pronunciou, à época, exortando as autoridades mexicanas a fazer tudo ao seu alcance para encontrar os responsáveis e levá-los à justiça.
Ríos era correspondente do jornal “El Sol” de Acapulco, na cidade de Coyuca de Benítez, e sua esposa Maria Elvira era jornalista freelance. Eles foram mortos a tiros enquanto trabalhavam em um cibercafé que possuíam. Ríos também era líder local do Sindicato Nacional de Editores de Imprensa. Ele havia condenado recentemente o assédio dos jornalistas na região.