Timur Kuashev tinha 26 anos. De acordo com a UNESCO, mais de 430 jornalistas foram mortos entre 2007 e 2012.

Foto: ONU/Casey Crafford
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou nesta sexta-feira (08) a morte do jornalista Timur Kuashev, de 26 anos, na Rússia e pediu uma investigação completa do caso.
Segundo relatos, o corpo de Kuashev foi encontrado nos subúrbios de Nalchik, capital da Kabardina-Balkaria, em 1° de agosto, um dia depois de ter desaparecido. Ele já tinha relatado que vinha recebendo inúmeras ameaças de morte nos últimos anos. Kuashev era correspondente da Dosh, uma revista de assuntos contemporâneos sobre o Norte do Cáucaso, e também escrevia para dois portais de notícias que cobrem a região, Caucasian Knot e Cauacasus Politics.
“É importante para a liberdade de imprensa que os jornalistas possam desempenhar suas funções profissionais sem temer por suas vidas. Espero que as autoridades não poupem esforços para esclarecer as circunstâncias da morte de Timur Kuashev”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, em comunicado à imprensa.
De acordo com a UNESCO, mais de 430 jornalistas foram mortos entre 2007 e 2012. A UNESCO, agência encarregada também de defender a liberdade de imprensa, mantém uma uma página web em memória a todos os jornalistas mortos no cumprimento do seu dever,